28 março, 2013

The day after: frases ouvidas hoje no “país real”


Coisas que fui ouvindo ao longo do dia...


 “Sócrates, deu uma tareia àqueles jornalistas! ”


“O Cavaco é que deitou o governo abaixo e com o PEC IV, estaríamos muito melhor!...


“Afinal aquilo da dívida, não é como a direita tem contado…”


“O Governo de Sócrates reduziu os encargos líquidos com as PPP e só 8 dessees contratos é que foi ele a lançar….”


Salvaguardando que a 1ª afirmação é a constatação de uma realidade, transcrevo uma breve conversa sobre a  última, pois tratou-se de um comentário feito mesmo ao meu lado por um funcionário, no local de trabalho. Não resisti e perguntei:

“Eu - P., você sabe o que é são os encargos líquidos de uma concessão?

 P – oh Eng.,… não sei, mas isso não interessa, é menos do que ele herdou: os encargos era 19 milhões em 2005 e 23 quando saiu.

Eu – P., são 19 mil milhões… não interessa. Sabia que em 2010, ele renegociou todas as concessões e por isso a comparação não pode fazer-se assim? Aliás, quando ele “herdou” as SCUT ninguém pagava portagens e com ele passou a pagar, lembra-se? Acha comparável uma situação e a outra? Mas P., se você nem sabe o que o que são os “encargos líquidos”, como pode ter tanta certeza?”

P – oh Eng.,… lá está você… você é que não gosta dele!!”

E é isto... at the end, em plena Era da Informação, muito ainda se resume a uma questão de fé.

Sócrates lembra aqueles líderes dos países do 3º mundo, para os quais o “mundo civilizado” olha de soslaio, por saber que o apoio popular de que beneficiam, se baseia, em larga medida, em charlatanismo e demagogia. 

Este tipo de lideranças só funciona em democracias débeis e sociedades com um longo caminho a percorrer em termos de cultura democrática e défice de cidadania.
 
 
A entrevista de ontem e alguns comentários que hoje se ouvem “no café” ou lêem nas redes sociais, só veio recordar que Portugal ainda se encontra mais perto de algumas sociedades africanas, do que com as dos países do centro e norte da Europa, com quem nos gostamos de comparar

 

27 março, 2013

Mais do Jornalismo de Intriga…


Mais uma evidência do fenómeno que este blog vem denunciando há muito: definitivamente, as redacções deixaram de fazer jornalismo para se dedicarem à doutrinação ideológica dos leitores….

Ontem, (como é habitual) o catecismo Público avançava-nos que:

No Expresso:

Da redacção da TSF:


Como qualquer cidadão comum minimamente informado, sabendo do “cadastro” de Silva Carvalho, o pensamento imediato foi “Como é possível?!”, porque razão estaria Passos a “proteger” ou “favorecer”, o ex-espião?!
 
Já hoje, veio a público informação adicional que demonstra como os títulos de ontem eram manipulativos. A reintegração do ex-espião decorre da lei e, inclusivamente, desde Fevereiro existia já uma queixa desse "nobre servidor do serviço público" sobre a sua não reintegração
 

Entretanto, a esquerda em geral - incluindo o PS, a quem devemos a autoria da lei que obriga à contratação da criatura Silva Carvalho – lá vai cavalgando a desinformação que esta comunicação social intriguista vai difundindoe que apenas prossegue o objectivo, como em tantos outros casos,  de fragilizar Passos e Gaspar.

Como neste blog se vai demonstrando, o jornalismo militante é a verdadeira oposição. Sem dúvida, temos muitos políticos com óbvias lacunas ao nível ético e moral, mas estes jornalistas…

 

25 março, 2013

Sobre as petições, manifestações e outras indignações...


Vem este post a propósito da “guerra” de petições em torno do (eventual?)  regresso de Sócrates, reencarnado em comentador, à RTP. Logo um conjunto de cidadãos se “indignou” e criou uma petição, a seguir veio a "contra petição". Este post é sobre esta sanha “peticioneira” e a veia manifestante tuga.

Todas as semanas o espaço mediático é fértil em petições indignadas contra isto e aquilo e/ou manifestações contra injustiças de vários géneros. Será que isto é sinónimo de um grande apego dos portugueses à ética e à decência na vida pública?

Qual a real importância que os "portugueses" atribuem a assuntos como a integridade dos seus líderes, a relevância de estes terem (ou não) uma conduta "limpa", decente,  importância do respeito pela palavra dada, pela “verdade”, etc.? Neste capítulo, se há um momento na história recente que pode ajudar a caracterizar a sociedade portuguesa nesta matéria, esse momento, são as eleições de 2009.
 

Sinceramente, se a nossa sociedade fosse assim tão "alérgica" a políticos que "faltam à verdade", se, efectivamente, o cidadão português se senti-se tão repugnado com condutas de “honestidade duvidosa”, etc., teria sido possível que alguém como Sócrates, de quem, à altura, já se conhecia tudo o que se sabe hoje (a licenciatura, o Freeport, as pressões sobre a comunicação social, etc., etc.), obtivesse uma vitória tão clara nessas eleições?!

Nessa altura Sócrates arrecadou 37% dos votos contra 29% de Manuela Ferreira Leite. Apoiado num discurso completamente falso e irrealista, de mais estado social e mais investimento público (num momento em que a torneira do crédito se fechava) enquanto MFL – sobre quem não existiam dúvidas de carácter - alertava para o descalabro que aí vinha se não houvesse uma inversão de política. Os resultados dessas eleições são a prova, a evidência, reveladora das escolhas e preferências dos portugueses, quando confrontados com alguém que lhes aponta a verdade (que normalmente implica um caminho mais difícil) e alguém que lhes vende ilusões

Como pode ser compatível o desfecho das eleições de 2009, com o tal país das petições e manifestações que, constantemente, reclamam “moralidade” aos seus políticos e onde os seus habitantes se declaram tão intolerantes com comportamentos não éticos?!

Nos jornais e televisões fazem-se anúncios tremendos: “Os portugueses saíram à rua” e lá os vemos, aos milhares, indignados com os “gatunos dos políticos”. Na rádio, televisão e jornais, diz-se que os portugueses estão cansados de serem “enganados” e que são pessoas revoltadas contra as injustiças e as iniquidades. Pois, pelas razões acima indicadas, desde 2009 a propósito de manifestações e petições, pergunto-me que percentagem dos indignados lá estão por uma simples questão ideológica (talvez tribal seja mais adequado…), isto é, manifestam-se por serem “anti-esquerda” ou” anti-direita”, em vez de ali estarem por consistentes razões éticas e pela “moralidade” na vida pública.


Pergunto-me até, quantas daquelas pessoas desmobilizariam e deixariam os cartazes cheios de princípios e valores caídos no chão, ao primeiro aceno de um subsídio extra ou de um empregozito, pois foi precisamente baseado nesta ideia - que era possível continuar a distribuir benesses - que Sócrates ganhou em 2009.

Claro que foi determinante o papel da comunicação social cooperante, que de episódio em episódio, ia desacreditando M. F. Leite (que, como se viu depois, falava verdade e a sua eleição teria provavelmente poupado os portugueses a parte destes sacrifícios…).
 
Agora, do mesmo jornalismo que a demoliu em 2009, até ouvimos dizer que MFL “teve razão antes do tempo”. Hilariante o jornalismo luso… Também aqui as redacções e jornalistas, deveriam reflectir em que medida o seu trabalho e qualidade da informação, está a contribuir para que os cidadãos, de forma consciente, possam escolher entre os bons e os maus políticos.

Em resumo e voltando à “guerra das petições”, lamento, mas acho que os portugueses têm os comentadores que merecem…

 

22 março, 2013

Ainda sobre a morte de Chavez: É unir os pontos…



(este post, resulta de um mail enviado pelo leitor do blog P. Loureiro, a quem agradeço.)

Ainda na sequência do falecimento de Chavez, é interessante juntar os sinais destas 3 notícias e reflectir sobre alguns aspectos:

      - Quem beneficia deste período que a Venezuela está a viver?

      - Estamos perante a homenagem verdadeira a um líder que desapareceu ou a um obsceno aproveitamento  político da situação?

      - E porque será que os meios comunicação social ignoram completamente notícias que possam ensombrar os “herdeiros” do Chavismo?


Peça n.º 1:

“Ao contrário do que chegou a ser inicialmente avançado, o corpo de Hugo Chávez não será embalsamado. Na quarta-feira, o Presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, já tinha dito que a intenção talvez não se concretizasse, justificando que “a decisão deveria ter sido tomada muito mais cedo”.”

Esta notícia foi publicada em 16 de março, no Público. Desde aí as notícias vindas da Venezuela passaram a ser mais escassas. Também nos telejornais, o assunto "Venezuela" quse passou à clandestinidade...
 
NOTA: Durante dias os mídia lusos fizeram questão de nos mostrar "como aquele povo amava o seu líder". A ver essas reportagens, o cidadão comum nem acreditaria se lhe dissessem que 45% da população votou contra Chavez 3 meses antes... .
 
Entretanto e a partir de orgãos de informação no Brasil, é possível encontrar informações surpreendentes.   
 
 
Por razões que não vale a pena voltar a referir, obviamente, o jornalismo militante luso não deu qualquer eco em Portugal destas interessantíssimas revelações. Já sobre as hipotéticas relações entre o, então Cardeal Bergoglio e a ditadura argentina, não faltam artigos e reportagens sobre o assunto.
 
Enfim, é a habitual protecção da narrativa:
 Direita Má Vs Esquerda Boazinha
 

NOTA FINAL: Esta, é mais uma matéria sobre a qual Sócrates poderá, brevemente, ter um comentário relevante a fazer…

21 março, 2013

Do Jornalismo histérico...


O episódio em torno do plano de resgate cipriota, é bem demonstrativo da miséria de comunicação social que temos e do ambiente histérico e doentio em que o debate público é mergulhado à boleia do jornalismo militante.

Vejamos, desde o início da crise financeira, não foram as redacções que constantemente passaram ideias como “os bancos é que devem pagar a crise” ou então que os “ricos” é deviam suportar a austeridade? Pois bem, quando um País, no caso o Chipre, prefere adoptar medidas que vão nessa linha (10% do património financeiro acima de 100.000 €) afinal parece que esse caminho, em vez de representar uma solução, é sinónimo de caos. Num ápice, especialistas em jornais e televisões afiançam-nos que esta via se trata de uma irresponsabilidade, que as autoridades europeias são levianas e imbecis, que – pasme-se, para quem advogava que se deveria “deixar cair os bancos” – que esta decisão é um “rombo na confiança das pessoas no sistema financeiro”!

Em que ficamos?! Parece que o dia-a-dia do Séc. XXI (a tal Era da Informação…) se transformou numa experiência de Pavlov: estímulo – resposta; estímulo – resposta. Mas, no presente, o cidadão comum toma o lugar do canídeo e qualquer que seja o estímulo, pretende-se que o resultado se traduza na mesma resposta: a de indignação e revolta popular aos factos relatados. Nem que os novos factos venham precisamente ao encontro do que os indignados andavam a clamar até aí…

Só terão percebido agora que deixar cair os bancos, para além dos banqueiros,  tem consequências para os depositantes?! 

E, estando de fora a taxação de depósitos abaixo dos 100.000 €, não deixa de ser curioso ver no Avante, isto:
Enquanto existir um revoltado, um descontente, a esquerda lá estará a capitalizar essa insatisfação para as suas fileiras...
 



 

19 março, 2013

Daria um excelente "Escândalo!", se fosse para malhar na Direita....


Como é hábito neste cantinho socialista, as declarações e entrevista que a seguir se transcrevem, não suscitaram qualquer interesse por parte dos "predadores de polémicas" do costume. A matéria é explosiva mas, agora e como invariavelmente sucede, envolvendo malta inimputável de esquerda, o assunto passa ao lado das manchetes de jornais e dos alinhamentos de noticiários na rádio e televisão.

A entrevista, dada por Octávio Ribeiro na última edição do jornal SOL,  pode ser lida aqui e traz novos elementos sobre as  relações de Sócrates com o mundo da comunicação social

«[Octávio Ribeiro] Quando começo a ter acesso a algumas das escutas do Face Oculta apercebo-me que não era só a TVI que ia ser comprada. O CM também. Houve uma fase negra em Portugal em que, com o apoio da banca, se ponderou fazer grandes negócios na comunicação social que não visavam o objecto de negócio, mas sim mudar direcções e silenciar.

O que pensa de Sócrates?

Entre 90 e 91, ao fim-de-semana tinha RTP e durante a semana Semanário e RR. Nesta altura, António Guterres apresenta-me uma jovem promessa. E, de facto, ele tinha um estar que contrastava: não usava gravata, dizia palavrões, era pouco mais velho do que eu e trabalhava imenso. Já como líder do PS faço-lhe a entrevista que antecede a queda de Santana Lopes, com o título: 'O PS está pronto para governar'. Logo a seguir dá-se a decisão de Sampaio. Numa primeira fase conversávamos muito, trocávamos impressões de forma aberta, ainda eu era director-adjunto.
 
Em 2007 ele faz-me um convite que achei que o primeiro-ministro não podia fazer.
Que convite foi esse?

Para substituir o José Eduardo Moniz na TVI. Ele diz que não sabia de nada do que se estava a passar, mas em Fevereiro fez-me esse convite. Quatro meses antes. Disse-lhe que não estava disponível e a relação acabou.

Sócrates quis dominar a comunicação social?

Completamente. Tinha essa vertigem. Denunciei isso muitas vezes em editoriais. Uma vergonha. Não é um democrata. É um tipo colérico quando é contrariado. Depois desse almoço na Travessa - e uma coisa estranha é que o restaurante estava cheio, mas todas as mesas à nossa volta estavam vazias, portanto presumo que ele não marcava apenas uma mesa, mas um quadrado -, acho que nunca mais falámos.» "
 
 
Como é fácil de entender, há luz do critério esquerdista das redacções lusas, o conteúdo da entrevista não tem relevância jornalística, sendo mesmo inoportuno... ainda mais num momento em que as redacções apostam, como nunca, em incutir no cidadão tuga a ideia de que a culpa da crise em que o País está mergulhado é de Passos & Gaspar. Imagine-se a mesma entrevista, mas com o nome "Relvas" em vez de "Sócrates"... teríamos abertura de telejornal, semanas a fio que culminariam com 1 - 2 Milhões na rua a pedir a demissão do governo.
 
 
O clima mediático das 2 últimas semanas e as próximas...

Veremos se, por altura da divulgação da decisão do TC acerca do OE 2013, temos o clima propício para eleições antecipadas. Pessoalmente, quero ver rapidamente este governo substituído por uma “solução de esquerda” (tão do agrado da nossa comunicação social). Não por achar que teremos políticos mais capazes, mas pela mera curiosidade de observar como passará a ser tratada, mediaticamente, a "realidade" do País. Nomeadamente, a forma como o jornalismo passará a contextualizar as medidas difíceis com as quais os portugueses terão ainda de conviver nos próximos tempos.

Fica já o prognostico: com um governo de esquerda, veremos os Srs. jornalistas a deixar de promover os indignados (ainda ontem no telejornal, vi uma reportagem sobre uma manifestação a ter lugar na freguesia de Fânzeres, Gondomar, a propósito do encerramente do posto dos CTT cuja alternativa pasará a estar a uns distantes 1.500 metros... ) para passarem, de forma pedagógica,  a explicar ao povo que as opções ideológicas só são possíveis se forem compatíveis com as regras da matemática. E que, sejam de esquerda ou de direita, quando as despesas superam em muito as receitas, os decisores só podem optar por mais cortes ou mais impostos… 


 

15 março, 2013

Notícias que passam ao lado das manchetes - Exportações.


A forma desonesta como a comunicação social continua a tratar os aspectos relacionados com este período que Portugal atravessa, nunca deixa de surpreender, veja-se o caso da evolução das exportações …

Desde o final de 2012 a mensagem das redacções para o “cidadão comum”, resumia-se a isto: "O motor das exportações gripou." A este diagnóstico, por se tratar do único sector da economia portuguesa que vinha revelando um bom desempenho ao longo de 2012, é recorrente associar a quebra das exportações em Dezembro de 2012, a uma ideia mais ampla de “falhanço” das políticas económicas deste governo.

Enfim, o jornalismo militante faz sempre questão de “embrulhar” os assuntos num contexto que pretende passar a seguinte narrativa: as medidas que vêm sendo tomadas recentemente – que são forçosamente recessivas e que condicionam a actividade económica em Portugal (os cortes, a austeridade, etc.) -, são resultado de uma opção de A ou de B, e não uma necessidade e consequência de o Pais ter entrado em bancarrota (pela 3ª vez em 30 anos, pela mão dos socialistas, recorde-se…).

Enfim, vende-se a ideia que estas "opções" de política económica resultam da vontade de Passos & Gaspar (esses neoliberais maléficos…) e não da circunstância de nos encontrarmos “amarrados” a um memorando com o fmi e instituições europeias.

Isto é uma falácia! Fosse quem fosse a governar, não poderia escolher um caminho muito diferente, pois estamos agarrados às metas do memorando. O tempo de "viver a crédito" já lá vai, mas parece que muitos continuam a não perceber que equilibrar despesas e receitas é uma questão matemática e não ideológica
(veja-se por exemplo o que está a suceder em França,  com Hollande “o crescimentista”).


Mas voltemos ao tópico “exportações”: 
Entretanto, chegaram os dados de Janeiro de 2013 e constata-se que as exportações registaram uma subida de 5,6%. Claro que ainda é cedo para dizer que a evolução em 2013 será positiva - aliás,em função da crise europeia, tudo indica que tal não suceda -, mas definitivamente tratou-se de uma notícia positiva. Importante e positiva.
 
Mas esta "boa notícia" tem um problema: não cola com a narrativa e a mensagem a toda a hora publicitada pelas redacções tão amigas dos ideais de esquerda. Por isso quando a realidade e as notícias não colam com essa narrativa, podem fazer-se duas coisas: simplesmente ignorar (como nestes casos) ou então recorrer à arte de transformar algo positivo em negativo, como nesta notícia publicada no Dinheiro Vivo:
 
 
Como classificar, até porque se trata de um órgão de informação especializado na área económica, a forma como esta notícia é apresentada aos leitores?! Será que as notícias deprimentes vendem? Os portugueses não terão já más notícias em n.º suficiente, haverá necessidade de as inventar?

Se uma das razões para a recessão que atravessamos decorre da quebra de procura interna, será que tornando o clima ainda mais negativo  - como as redacções parecem empenhadas em fazer - ajudará ou impedirá, a recuperação da confiança dos portugueses? Obviamente, a quebra de consumo está associada à quebra de rendimentos, mas recorde-se que nos últimos 2 anos as poupanças dos portugueses subiram, pelo que, também existem aqui outros factores a influenciar a evolução do mercado interno. E é bem conhecido o peso que as expectativas e a confiança dos consumidores, têm na economia....

Note-se como, depois de semanas com inúmeras referências na comunicação social à quebra das exportações, nos dias seguintes à divulgação deste dado o assunto como que desapareceu da agenda mediática...

Como tudo o que é positivo é ocultado, mesmo tratando-se de um tema vital para a saída de Portugal da crise, nem se discute o que estará na origem da queda das exportações em Dezembro e a (inesperada) recuperação em Janeiro. Estará de alguma forma relacionado com a greve dos estivadores? E se sim, não seria interessante discutir até que ponto estas greves estão a ser prejudiciais ao País?

Gostava, por exemplo, de conhecer a opinião de Arménio Carlos sobre este assunto, pena que para o critério jornalístico luso isto seja desinteressante e nunca saberemos o que os sindicalistas têm a dizer sobre o tema...