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15 abril, 2016

Governo da Geringonça e a BANCA - a mesma luta!

Impressionante, observar a dinâmica da agenda mediática nas últimas 24h...

Ontem, ao final da tarde, foi conhecida a "inverdade" proferida por Centeno na Comissão de Inquérito ao caso Banif. Logo de seguida, novo facto jornalístico surge para ofuscar a delicada situação em que o actual Ministro se meteu: a suposta "omissão de informação" pelo Governador do Banco de Portugal.

Ora, entre estas 2 notícias qual é merecedora  de destaque pelos media ?! Obviamente, a artilharia mediática preferiu concentrar-se sobre Carlos Costa...


O governo da geringonça e os banqueiros agradecem! Já os contribuintes...

Em termos de proteção dos contribuintes perante a banca, veja-se a diferença de procedimento do anterior (governo reacionário de direita) para o actual governo (do novo tempo...) em 2 casos:

- o Banif já nos custou mais que o pior cenário de venda do NovoBanco (onde será o fundo de resolução a suportar a diferença entre o empréstimo público e o valor de venda)

- a candura do tratamento mediático e dos comentadores, atribuída à solução que este governo está a desenhar, designadamente, a criação de um novo "banco mau" / veículo que visa libertar a banca do crédito mal parado;
 
Nunca pensei ver Jerónimo e Catarina fazerem o papel de "idiota útil" perante os interesses do mundo financeiro!

Já sabe, a lógica é…

“Esquerda boazinha Vs Direita maléfica” 

Caro cidadão, pf, não pense. Deixe que os jornalistas façam isso por si...


16 fevereiro, 2015

Olhemos o lado positivo: pelo menos a esquerda radical vai acabar com a pouca vergonha dos paraísos fiscais…

"a 'lista Falciani'

Governo da Venezuela depositou 12 bilhões de dólares no HSBC

Clientes britânicos, suíços e venezuelanos são os que mais depósitos tinham na Suíça


 
 
"Entre os quase 100.000 clientes que estavam registrados na base de dados do HSBC, mas que tinham sua identidade protegida pelo sigilo bancário, destacam-se três nacionalidades: britânicos, suíços e venezuelanos. Estes detinham 14,8 bilhões de dólares (41 bilhões de reais, pelo câmbio atual). Do total, 85%, ou quase 12 bilhões dólares, concentravam-se em quatro contas pertencentes ao Estado venezuelano, abertas em nome da Tesouraria Nacional e do Banco do Tesouro, um banco comercial criado por Chávez em 2005 e que conta atualmente com uma centena de agências espalhadas pelo país sul-americano.

...
O presidente do Banco do Tesouro e responsável pelas contas era o general Rodolfo Marco Torres, hoje vice-presidente da República para a Área Econômica. O tesoureiro da época, Alejandro Andrade Cedeño, foi quem abriu outra conta em nome do organismo, com quase 700 milhões de dólares. Andrade foi vice-ministro de Finanças e presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento (Bandes). Originário do humilde bairro de Coche, na zona sudoeste de Caracas, chegou a ser aceito em clubes sociais exclusivos. Aficionado da equitação, é um dos mecenas do esporte na Venezuela e mantém propriedades na Carolina do Sul e Flórida (EUA). Até o momento, nem Torres nem Andrade reagiram às revelações."
 
 

Pergunte a si mesmo: porque será que, notícias como esta
, passam quase despercebidas nas manchetes dos jornais e nos telejornais dos media portugueses?



O espaço mediático atual, será o espelho fiel da sociedade portuguesa e traduzirá de forma ideologicamente isenta as diferentes correntes e sensibilidades existentes?

Ou será que esse espaço - negligenciando a missão de informar de forma isenta e, não raras vezes até, menosprezando o pensamento e as convicções da maioria -, está mais empenhado num exercício diário de doutrinação da “população” com os seus próprios valores de esquerda?




Caro cidadão, não pense pela sua cabeça, deixe que os jornalistas o façam por si!
 
 
 

05 janeiro, 2015

Aviso! Post com associação “absolutamente delirante” de uma notícia de 2009 com outra, completamente desconexa, de 2015.

2015:

“Tribunal de Contas. Alta velocidade custou mais de 150 milhões apesar de nunca ter saído do papel”

"Os estudos preliminares demonstraram que o investimento na rede ferroviária de alta velocidade não apresentava viabilidade financeira. Os mesmos estudos demonstraram que o eixo Lisboa-Madrid, o primeiro que se previa vir a ser implementado, também seria financeiramente inviável

O investimento seria implementado com base num modelo "sem paralelo em termos internacionais", assente em seis contractos de Parceria Público-Privada (PPP) cujos encargos para os parceiros públicos ascenderiam a 11,6 mil milhões de euros.

"Os riscos de procura relevantes recairiam sobre a CP e a REFER, empresas públicas economicamente deficitárias. Em contrapartida, os pagamentos pela disponibilidade da infraestrutura às concessionárias gozariam de estabilidade, característica típica das rendas", alerta o relatório do TdC.”



2009:

Repito, é "absolutamente delirante" sugerir a existência de qualquer  ligação entre estas 2 notícias...

 
Notícias que passaram "absolutamente despercebidas" ao Jornalismo luso durante anos...

Através de uma simples pesquisa no Google (por ex.: Sócrates, tribunal contas), facilmente se encontram notícias que nos dão conta de diversos investimentos públicos feitos no consulado de Sócrates com um denominador comum: ruinosos para o Estado, mas (altamente) lucrativos para as empresas privadas que neles participavam.


Por ex., recordar este post de Junho de 2013:

“O documento [relatório produzido pela comissão de inquérito às PPP rodoviárias] caracteriza o programa de subconcessões como “um projecto rodoviário deficitário que compromete a capacidade da EP em assumir os seus encargos” e sublinha que “os responsáveis políticos à época [nomeadamente Mário Lino e Teixeira dos Santos] foram alertados para este aspecto e ainda assim decidiram avançar”.


“A EP pela voz do seu antigo presidente, Dr. Almerindo Marques, assumiu pressão directa do secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e Comunicações, Dr. Paulo Campos, e indirecta do Primeiro-Ministro, Engenheiro José Sócrates, com vista a realização de obra”, destaca.” 

(enfim, "infâmias"...)

 
Embora a nossa "diligente" comunicação social não tenha dado destaque a tal informação, neste outro post de Março de 2013, aqui se salientou outro dado relevante para perceber o enredo em torno do investimento público socrático: a forma como, em alguns casos, o Tribunal de Contas foi ludibriado pelo governo de então, para avançar com obras.



Resumindo:
Diversos investimentos classificados como ruinosos para o erário público, apenas avançaram por pressão dos membros do governo (cujo dever seria, precisamente, salvaguardar o interesse público...) que tutelavam os órgãos onde tais decisões foram tomadas. 
 
Pelo meio, e de forma a obterem a indispensável "luz verde" daquele organismo, os serviços tutelados por esses mesmos governantes ocultaram deliberadamente ao Tribunal de Contas informação financeira relevante, para que os projetos pudessem avançar no terreno. Casos houve, em que as obras avançaram mesmo sem existir o visto prévio daquele organismo, em flagrante violação da Lei.



Pergunto, olhando ao que foi a gestão de Sócrates e do seu governo, e assumindo que não estamos perante um fenómeno de corrupção, o que seria preciso além da informação anterior para condenar um gestor público por gestão danosa? 
 

Para finalizar, outra notícia sem qualquer conexão com as anteriores: 
 
 
 
 
 

30 dezembro, 2014

Será que esta notícia passará em algum telejornal nacional das 20h?...



"O grupo BES, do qual Ricardo Salgado foi líder executivo até julho passado, atribuiu à Fundação Mário Soares, desde 2011 e no âmbito do mecenato, um apoio financeiro total de 570 mil euros.

O último financiamento foi concedido pelo BES em março de 2013, um ano antes de rebentar a crise do grupo, no valor de 300 mil euros."

 
Mais logo, será interessante sondar os telejornais para perceber se esta notícia terá visibilidade ou se, como em outros casos sucede, os "critérios editoriais" vão optar por colocar a informação na gaveta, votando-a ao esquecimento...

Ainda recentemente, as contribuições de Salgado para a campanha de Cavaco nas  últimas presidenciais foram
amplamente divulgadas nos mesmos telejornais, tendo os meios de comunicação social feito
 questão que a informação de tal contribuição chegasse ao conhecimento de todos os portugueses...
 
Veremos qual será o tratamento jornalístico e mediático deste caso Salgado & Soares.
 
 

18 dezembro, 2014

Por que razão continua a comunicação social a proteger a imagem de António Costa!?

Este post do Portugal Profundo, vem acrescentar mais uma novidade ao caso do papel da CM Lisboa nos projetos de expansão do Hospital da Luz do Grupo Espírito Santo…

"O Santo Costa


Duas perguntinhas sobre o assunto tabu das relações da Câmara Municipal de Lisboa com o grupo Espírito Santo:



 
Mais uma vez se insiste: uma das principais formas de censura praticada pelos órgãos de comunicação social portugueses, consiste na seleção manhosa das notícias que vão ser objecto de grande visibilidade e destaque nos media e aquelas que são esquecidas ou “sonegadas” ao grande público…

São vários os casos demonstrativos de ligações privilegiadas entre A. Costa / CML e os Espírito Santo já referidos aqui no blog. Mas a comunicação social continua, deliberadamente, a ocultá-los. Imagine se tivesse sido um Ministro do atual Governo PSD / CDS, a autorizar obras sem a respetiva licença. E que, as mesmas, se tornaram legais em virtude de alterações legislativas aprovadas em data posterior à sua realização.
 
Não seria apenas a demissão desse político a ser exigida mas, certamente, também a intervenção do Ministério Público de forma a apurar eventuais responsabilidades criminais! Seguramente, teríamos dias consecutivos de telejornais a abrir com as “notícias de última hora” em torno das suspeitas levantadas pela investigação jornalística em curso…

Enfim, é mais um exemplo de “Daria um excelente "Escândalo!", se fosse para malhar na Direita...”



Porque não tem A. Costa, o mesmo tratamento mediático de Cavaco, Barroso ou Moedas?

Numa fase em que a família Espírito Santo é um “activo tóxico” e, consequentemente, qualquer personalidade que lhe seja associada fica com a sua imagem “contaminada”, as únicas personalidades que nos telejornais e na imprensa vão sendo associadas ao clâ do (ex)DDT são Cavaco Silva, pelas contribuições para as campanhas das presidenciais, ou os telefonemas de Ricardo Salgado a Durão Barroso ou a Carlos Moedas, para intercederem em favor do GES junto de Passos Coelho...
 
António Costa, a avaliar pelo que circula na agenda mediática, vive em outro mundo e nunca teve qualquer relação de proximidade com os Espírito Santo! Obviamente, só os políticos "da direita" andam de braço dado com o "grande capital"...


Por que razão continua a comunicação social a proteger a imagem de António Costa!?

Será apenas fruto da inclinação ideológica do jornalismo e redações lusas -  designadamente, o receio de tais notícias beneficiarem eleitoralmente Passos Coelho e a “direita” -, ou, existirão outras forças a cuidar da boa imprensa e da boa imagem mediática do candidato socialista perante os cidadãos portugueses?
 
 
 

03 outubro, 2014

E se, em vez de Costa, fosse o Isaltino, o Meneses ou o Valentim?...


O Público (através de um bom jornalista) volta a trazer novos desenvolvimentos de um dos casos de “relação privilegiada” entre a CM Lisboa e o Grupo Espírito Santo, assunto já abordado aqui (Daria um excelente "Escândalo!", se fosse para malhar na Direita...).

Desta vez, ficamos a saber que o executivo de António Costa autorizou obras que violavam o Plano de Pormenor do Eixo Urbano Luz-Benfica (parte do Plano Diretor Municipal (PDM), presumo…) que estava em vigor. 

 


Segundo a mesma notícia, só uma revisão do referido plano há cerca de 1 mês, veio tornar legais as obras entretanto realizadas ao abrigo de projetos aprovados em 2013.


Mais uma vez se comprova, enquanto umas notícias abrem telejornais e são mantidas durante dias, semanas, nos noticiários de grande audiência, cozinhando em lume brando alguns políticos, outras notícias, sobre outros políticos, ficam-se apenas pelas páginas dos jornais que chegam apenas a um grupo cada vez mais restrito de pessoas…  


Se, por exemplo, fossem Isaltino Morais ou Filipe Meneses os autarcas envolvidos, duvida que os telejornais abririam com uma notícia a dar-nos contas de “Favorecimento de x ou y ao Grupo Espírito Santo”?!



O inestimável serviço público prestado pelo jornalismo

O Jornalismo e as redações, num notável espírito de serviço público, encarregam-se de fazer a triagem dos políticos “sérios” e dos “corruptos”, levando ao conhecimento dos cidadãos apenas o estritamente necessário para que estes percebam quais são os políticos que merecem o seu voto.
 
Afinal, os portugueses já têm uma vida tão complicada que, se toda a informação e fatos fossem colocados à sua disposição em pé de igualdade, perderiam imenso tempo a fazer a sua própria avaliação dos diferentes casos e dos intervenientes. Provavelmente nem teriam tempo para ver a Casa dos Segredos e as telenovelas…
 
 
“Enfim, a comunicação social já escolheu o novo “querido líder”. Resta aos portugueses continuarem a ver e ouvir os comentadores do costume e lerem os escribas do costume, até que o poder volte a cair no colo dos predestinados…

Tudo correrá pelo melhor e sem sobressaltos!”



PS: O país andou indignado com a possível quebra de “exclusividade” do deputado Passos Coelho nos anos 90. Uma pergunta: há algum regime de exclusividade para um Presidente de Câmara?

Por ex., pode alguém ser eleito para conduzir um município, passar a gestão para alguém da sua confiança e continuar a ser pago pelo Estado, pelos contribuintes, por uma função que não exerce?


 
 

08 setembro, 2014

Efeméride do dia: hoje serão destruídas as escutas entre Vara e Sócrates

 
Embora o “critério jornalístico”, designadamente, aquele que determina o alinhamento dos telejornais - espaço onde, recorde-se,  se “fazem” presidentes e líderes, se ganham e perdem eleições -, não encontre grande interesse ou relevância, nesta matéria, fica o excerto de uma notícia do Sol sobre o acórdão do julgamento do processo Face Oculta:
“…No acórdão condenatório decidido por unanimidade, os três juízes descrevem em pormenor tais contactos, abrangendo o então primeiro-ministro, José Sócrates, por parte de Armando Vara. Entre tais contactos incluem-se diversas conversas com Mário Lino, à data ministro das Obras Públicas e Transportes, por parte de outro arguido, Lopes Barreira, co-fundador com Armando Vara, da polémica Fundação para a Prevenção Rodoviária e que levou ao afastamento de Vara do segundo Governo de António Guterres.
...

“José Sócrates conhecia o assunto”
Numa síntese constituída por 30 pontos, os juízes descrevem o apoio que Armando Vara e o seu amigo, Lopes Barreira, deram ao empresário Manuel Godinho. E revelam, entre outros factos, que “no dia 10 de Abril de 2009, Lopes Barreira, visando ostentar perante Manuel Godinho o exercício do seu ministério de influência ancorado na sua capacidade para influir decisores, comunicou-lhe que iria ter um almoço com Ana Paula Vitorino e que lhe havia feito notar que o presidente do conselho de administração da Refer [Luís Pardal] constituía um estorvo, aduzindo até ao conhecimento que Armando Vara, Mário Lino e José Sócrates tinham do assunto”.

Acerca do pretendido afastamento de Ana Paula Vitorino do primeiro Governo de José Sócrates, os três juízes destacam que “Lopes Barreira reiterou-lhe [a Manuel Godinho] tal propósito, ao mesmo tempo que expressou a sua estranheza pela manutenção em funções de Ana Paula Vitorino, na medida em que José Sócrates criticava o seu comportamento e Ana Paula Vitorino criticava o de Mário Lino”.

Segundo os juízes destacam no mesmo acórdão, “Manuel Godinho compadeceu-se com a atitude de José Sócrates, pois a saída de Ana Paula Vitorino acarretaria ainda mais problemas à governação”.

Armando Vara e Lopes Barreira contactaram Mário Lino, transmitindo-lhe que a Refer prosseguia o seu comportamento lesivo da ‘O2’ nos concursos e nas consultas públicas de adjudicação de contratos de compra e venda e de prestação de serviços na área dos resíduos”, refere o acórdão. “Mais o procuraram persuadir da conveniência em destituir Luís Pardal das suas funções de Presidente da Refer em superar a contenda entre esta e a ‘O2’ [empresa de Manuel Godinho].

“Mário Lino contactou Luís Pardal dando-lhe conta que lhe havia chegado a informação que a REFER continuava a prejudicar a “O2” nos concursos e nas consultas públicas de adjudicação de contratos na área dos resíduos”, explicam os magistrados.

“Urgiu-o a modificar o comportamento da Refer com a ‘O2’, mormente a procurar a resolução do contencioso que as opunha, tendo-o, a este propósito, induzido a aceitar uma reunião com Manuel Godinho”, ..."

 

Obviamente, Sócrates foi uma vítima deste - mais este, aliás… -  processo, vendo, de forma infame (mais uma vez, também), o seu nome ser abusivamente utilizado por terceiros (Vara e até membros do seu governo, inclusivamente) como expediente para atingirem os seus criminosos objetivos.
 
 
Aliás, se alguém sai prejudicado pela destruição das célebres escutas, esse alguém, é o próprio Sócrates. Enquanto a sua destruição permitirá sempre alimentar especulações, a divulgação das mesmas, permitiria a todos constatar que ele, Sócrates, nada sabia...
 
 
Um momento de psicanálise…
 


Olhando ao padrão de  comportamento / reação de Sócrates, quando confrontado com “acusações torpes” com que o “jornalismo de sarjeta” e outros “pulhas”, recorrentemente, enxovalham o seu bom nome, f
ica uma pergunta:
 
Porque será que Sócrates ainda não processou Vara e outros envolvidos que usaram o seu nome?!



A explicação só pode ser uma: para os amigos, o “animal feroz” tem um coração de manteiga…


30 junho, 2014

Oh! E ainda dizem que num regime socialista não se pode desfrutar do melhor que o capitalismo tem para oferecer…


Artigo do Diário Digital:
Fidel tinha uma ilha particular com restaurante flutuante, diz ex-guarda-costas      
 
"Fidel Castro possuía uma ilha particular com restaurante flutuante e um aquário de golfinhos. Esta é uma das novas e bombásticas revelações sobre o estilo de vida do ex-líder de Cuba incluídas num livro, «A Vida Secreta de Fidel», escrito pelo jornalista francês Axel Gyldén e por um ex-guarda-costas de «El Comandante», Juan Reinaldo Sánchez.
 
Durante 17 anos, Sánchez diz ter feito parte do círculo mais íntimo destinado a proteger Fidel. Desempenhou tarefas das mais variadas, incluindo «provar cada prato ou vinho que traziam a Fidel» durante uma viagem a Espanha, em 1992, para «assegurar que não estavam envenenados».
Também acompanhou o comandante durante uma pescaria submarina em que as sua «tarefa era espantar tubarões e barracudas que se aproximavam dele».
 
Sánchez aparece em fotos ao lado de Fidel Castro e histórias de bastidores reforçam a sua identidade. Num vídeo gravado pela BBC na ilha em 1993, o ex-guarda-costas aparece ao lado do comandante.
 
[...]
 
«No livro, ofereço provas de que Fidel levava uma vida de luxos», conta o ex-guarda-costas. «Nem todas as pessoas no mundo podem dizer que têm uma marina privada com quatro iates, um barco de pesca e mais de 100 homens a cuidarem dos seus imóveis».
 
«Ninguém em Cuba sonha em ter uma reserva de caça pessoal, mais de 20 residências que eu pessoalmente conheci e uma ilha privada, Cayo Piedra (a sul da Baía dos Porcos), que conta com um restaurante flutuante e um aquário de golfinhos, onde Fidel levava a família e amigos mais próximos», conta.
 
«Ao contrário do que dizem, Fidel nunca renunciou às comodidades capitalistas ou escolheu viver na austeridade. O seu estilo de vida é de um capitalista sem nenhum tipo de limite», diz Sánchez.
 A suposta fortuna de Fidel Castro é até hoje alvo de muita controvérsia.
 
Em 2006, a revista Forbes incluiu o ex-líder cubano na sua lista dos 10 «reis, rainhas e ditadores» mais ricos do mundo. A publicação estimou a fortuna de Castro em  900 milhões de dólares (cerca de 640,55 milhões de euros aos valores actuais).
 
 
Leitura adicional:

     - "Dos filhos e enteados da comunicação social: Chavez";

     - "Elite chinesa com milhões em offshores, Ainda assim, a Utopia está bem viva…":

O que une Fidel, Chavez, os líderes comunistas chineses, José Eduardo dos Santos, Lula da Silva, os líderes da ex-URSS, da Coreia do Norte e de outros regimes socialistas?… Será o desprezo pelo "vil metal"?


Custa acreditar que, em pleno Séc. XXI, ainda existam estes mitos (o povo, o capitalismo...). Mas, basta ver um telejornal e constatar que, para muitos portugueses, a Utopia ainda está bem viva...  
Como é possível que, no nosso País, ninguém se ria da extrema-esquerda, quando por ex., num êxtase de indignação acusam o governo português de ser "ilegítimo", "antidemocrático", de “roubar” os portugueses, etc. mas, simultaneamente, revelam ser incapazes de se demarcarem de ditaduras como a Coreia do Norte, Venezuela ou Cuba?!

Claro que a forma desigual como a comunicação social trata a extrema-esquerda e a extrema-direita, explica em larga medida este fenómeno. Qualquer elemento conotado com a extrema-direita que faça, por ex., uma declaração a defender Salazar, Franco, ou outro qualquer aspeto de ditaduras de "direita", é imediatamente ridicularizado ou silenciado pelos media.
Vejo ambos os movimentos como forças anti-democráticas, mas pergunta-se:
 Serão os srs. do PNR piores que os srs. que continuam a louvar Estaline?...
 
Então, porque razão as nossas redacções tratam uns e outros, de forma tão distinta? 
 

Nota Final: Aqui, podem consultar uma lista das delegações comunistas que, normalmente, se fazem representar na Festa do Avante. Entre esses regimes "irmãos" do PCP, encontram-se: Partido Comunista Colombiano (de que as FARC, são o braço armado), o Partido do Trabalho da República Popular Democrática (não sei se ria, se chore...) da Coreia do Norte, do MPLA (sim, quem vê e/ou lê os media, nem reflete que o "clã Santos" é uma excrescência comunista... ), Partido Comunista de Cuba, Partido Comunista do Vietname e muitos outros regimes que são um farol da Democracia e Liberdade!
 

06 janeiro, 2014

E se, em vez de Mário Soares, fosse Cavaco Silva a proferir estes comentários?...


Acabo de ler isto no Insurgente...


"Imploro: podem, de uma vez por todas, poupar-me ao esgoto verbal de Mário Soares?

Posted on Janeiro 6, 2014 by Maria João Marques

"Eusébio morreu, percebi logo de manhã que o facebook ia ficar maluco com o assunto...
[...] Passei o dia, portanto, protegida das palavras de Mário Soares (podem ouvir aqui) e só dei por elas bem à noite, quando o mesmo facebook estava maluco (também) com isso.
É certo que Soares tem feito figuras muito tristes nas suas intervenções políticas, mas que se insulte um homem (e a sua família, e no caso é indiferente se foi Eusébio e o mérito de Eusébio) no dia da sua morte, dizendo que era inculto, que bebia muito whisky mas que tinha pensado que não lhe fazia mal (tradução: a cor de pele de Eusébio e o facto de ser um brutamontes inculto que servia para jogar futebol deviam protegê-lo dos malefícios que o excesso de whisky traz às pessoas brancas e cultas e delicadas como Soares) ou que Eusébio comia nos locais onde Soares almoçava, isto já nos leva para um nível indecoroso que nem Soares (pelo menos em público) havia alcançado.
E torna tudo pior que Soares insulte no meio de outras palavras menos ofensivas e supostamente simpáticas, insultando em tom de quem elogia. Daquela forma que pessoas que até beberam chá em pequeninas, mas têm a infelicidade de este, helás, não conseguir dissolver-lhes ranço do coração e da alma, se especializam e que é uma daquelas coisas que com a idade se me têm tornado insuportáveis, que saber insultar com lisura também é uma virtude.
... (continua)"
É reconhecida a obsessão da nossa comunicação social em relação a qualquer intervenção de Mário Soares. Qualquer "Ai" ou "Ui", do Sr., tem presença garantida em qualquer telejornal. 
No entanto, querem apostar como estas declarações serão convenientemente escondidas do horário nobre (noticiários das 20h, nomeadamente)
Este é (será...) mais um caso típico de "Daria um excelente "Escândalo!", se fosse para malhar na Direita..." , uma das "técnicas" de censura mais regularmente praticada pelos órgãos de comunicação social portugueses. Basicamente, passa pela selecção daquelas notícias a que se dá visibilidade e grande destaque nos media e (por razões repetidamente aqui discutidas), aquelas que são esquecidas ou “sonegadas” ao grande público… 
Alguns exemplos deste tipo de manipulação: I, II, III, IV, V
Com a esmagadora maioria das redações portuguesas, as regras são estas:
     - tratando-se de uma "figura de direita": tal indivíduo é culpado até prova em contrário e, dada a sua condição de direitolas, está-lhe reservado o que aqui se designa por "jornalismo de inquisição";     
     - tratando-se de uma "figura de esquerda": por motivos aqui abordados, parece ser-lhe devido aquele “respeitinho” e subserviência de sempre, uma espécie de direito de berço republicano. Neste caso, em vez de inquisidor, em cada jornalista o indivíduo pode contar com um autêntico "assessor de imprensa". 

 

Se, em vez de Mário Soares, fosse Cavaco Silva (ou qualquer figura conotada com a "direita" em Portugal) a proferir estes comentários, já teríamos o espaço mediático inundado de indignados com semelhantes "comentários racistas", proferidos por um "salazarento" e "xenófobo". Os telejornais não deixariam de nos dar conta das reacções que tais declarações geraram, nomeadamente, das petições com "milhares de apoiantes revoltados nas redes sociais"... soa-lhe familiar?
Isto não é alheio a anos e anos de "doutrinação" do povo português na lógica “Esquerda boazinha Vs Direita maléfica”. 

 

Basta ver o telejornal mais logo...