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04 setembro, 2014

Preservar a Narrativa: o suicídio.


Frequentemente, vemos na agenda mediática notícias que atribuem à "austeridade" - obra exclusiva dos "governos de direita", claro está - a origem de todos os males que se abateram sobre os portugueses.

Vejamos outro desses exemplos...


O "Esquerda.net", sendo um "sítio" que veicula a posição (opinião) da extrema-esquerda em relação a tudo o que é assunto e/ou atualidade, não é um órgão de comunicação social com as obrigações que tal implica - nomeadamente, o dever de rigor e isenção de informação. 
 
No entanto, veja se encontra alguma diferença entre a "narrativa" da malta do bloco (& outros) e variadíssimas notícias que nos últimos tempos foram saindo das redações dos ditos "media de referência" sobre este delicado tema:
 
 
 
"Com o desemprego a aumentar e com os salários a recuar, consequências da crise financeira, para muitos o suicídio é a única saída possível"
 
 
 
"Número de tentativas de suicídio aumentaram nos últimos anos. As mortes autoinfligidas também. A crise económica pode ser a razão para que algumas pessoas ponham termo à vida"
 
 
Entretanto, hoje, 4 de Setembro de 2014, um relatório da Organização Mundial da Saúde conclui que:
 
"A taxa de suicídio em Portugal baixou 7% entre 2000 e 2012, encontrando-se atualmente dentro da média europeia"
 
Do mesmo estudo, podem ainda ser retiradas outras conclusões que desmontam a "suicidária" narrativa da extrema-esquerda e seus acólitos jornalistas...
 
"Os dados de 2012 mostram que a taxa de suicídio foi de 8,2 por cada 100 mil habitantes em Portugal, quando em 2000 se situava nos 8,8. De acordo com o documento da OMS, a taxa de suicídio em todo o mundo foi de 11,4 por 100 mil habitantes." 
 
"Apesar da crise, entre 2008 e 2012 não se observou uma alteração significativa nas mortes por suicídio em Portugal, o mesmo acontecendo em Espanha.
 
Aliás, em Portugal, a morte por suicídio em pessoas em idade ativa, até aos 64 anos, não cresceu nem acompanhou o ritmo da subida do desemprego..."
 
 
Enfim, é o Jornalismo que temos...
 
 
 
 
 
 
    

14 maio, 2014

Técnicas de guerrilha mediática


Lança-se uma notícia como se de um facto consumado se tratasse…

 
Dois dias depois constata-se que, afinal, não era bem assim... mas a notícia nem chega à capa do mesmo jornal que antes optou por "lançar a bomba". Temo de recorrer a outras fontes...

 
"...Para nós [governo], é fundamental que a proteção dos trabalhadores durante esse período da caducidade e da sobrevivência dos contratos coletivos continue a existir..."

Se vivêssemos num país maduro e responsável, assim que os factos viessem desmentir as “notícias” avançadas pelo jornalismo de intriga, seria de esperar que os órgãos de comunicação social se retratassem“lembram-se da nossa notícia de há 2 dias atrás? Esqueçam, afinal não era bem assim…”; “…enganámo-nos.”; “… era uma aldrabice.“.

No entanto - e como por aqui repetidamente se denuncia -, sendo o jornalismo português a “verdadeira oposição, essa não é uma opção e o jornalismo militante dificilmente abdicará de continuar a “cavar” este tipo de “notícias”.
 
É uma técnica de "guerrilha ideológica" demasiado útil… É muito fácil fazer capas e manchetes com base nuns boatos ouvidos (inventados?...) na redação: “O Governo está a estudar cortes adicionais”; “O governo pondera atualizar as taxas moderadoras…” (ou “O governo pondera sacrifícios humanos!”, porque não?...). Rapidamente, na agenda mediática, essas “notícias” são difundidas e pelo menos até ao desmentido (sejam umas horas apenas ou 2 / 3 dias), está garantida uma boa dose de intoxicação da opinião pública

Quando se constata que, afinal, as medidas a tomar são diferentes daquelas que a comunicação social tão diligentemente deu conhecimento aos cidadãos, arruma-se o assunto com um simples “O Governo recuou…”. (e umas horas ou uns dias depois, outra qualquer sacanice do “governo de direita” aparece...)

E esta técnica é usada nos mais variados temas (cortes nas pensões, na educação, na saúde, etc…). Aliás, basta consultar ir ao Google e pesquisar “governo recuo” para perceber que o governo passa a vida a recuar nos mais variados assuntos… 

 
 
 
 
 
 
 


Caro leitor, não há razão para alarme! Tem razão para desconfiar do político, do vizinho, do familiar, quanto às notícias que a comunicação social anuncia diariamente, essas, são sempre rigorosas e verdadeiras!

Não pense pela sua cabeça,
deixe que os jornalistas o façam por si!


13 fevereiro, 2014

Claro que a culpa é dos cortes, estúpido!


Na agenda mediática, os “cortes” e a “austeridade”, surgem sempre como o culpado para todo o tipo de fenómeno: pelo desemprego, pelos sem abrigo, pela fome, e por ai fora… Até fenómenos como a redução da taxa de natalidade ou a violência doméstica são conotados com os famigerados cortes.

Diversas vezes aqui no blog, já se questionou esta ideia, mil vezes repetida, e se referiu porque é uma falácia tal raciocínio e a narrativa que lhe está subjacente. Tal como o desemprego ou o “empobrecimento”, os cortes e os sacrifícios com que a sociedade portuguesa se viu obrigada a conviver, são a consequência dos erros de governação cometidos no passado e não a causa desses sacrifícios! Esses, infelizmente, são inevitáveis. E continuarão “por aí” durante anos…. 

Serve esta introdução para contextualizar um dos casos que recentemente suscitou uma onda de indignação "contra os cortes", desta feita na Saúde…

“A Ordem dos Médicos pediu um inquérito à Inspeção Geral das Atividades de Saúde sobre o caso do jovem acidentado de Chaves que percorreu centenas de quilómetros para ser atendido em Lisboa, por não haver vaga de internamento em quatro hospitais do norte.


Vejamos, um doente que não dá entrada em 4 hospitais do Norte do país por, alegadamente, não ter vaga, que faz então 400 km de ambulância e mais uma viagem de helicóptero para chegar a um hospital de Lisboa... pergunto: será que estamos perante um caso onde a explicação mais lógica são os “cortes na saúde”?!... Pois eu não consigo conceber uma solução mais cara que esta para tratar um doente!

Este caso merece a indignação de todos nós, mas será que a responsabilidade desta situação é das políticas do ministério ou das administrações dessas unidades de Saúde ou existirão outros culpados? Quem são os responsáveis pelo funcionamento das urgências dos hospitais às 2h da manhã!?

Como é habitual, logo veio o Sr. Bastonário com a lenga-lenga dos cortes e o ataque ao ministério de Paulo Macedo... Curiosamente (ou talvez não…) nunca ouvimos, por exemplo, a sua opinião em relação às fraudes de centenas de milhões de euros onde médicos aparecem sistematicamente envolvidos. Com tanta presença nos meios de comunicação social - e considerando que se essas fraudes no SNS não existissem, provavelmente, muitos dos cortes nem seriam necessários -, não seria relevante do ponto de vista jornalístico, questionar o Sr. Bastonário acerca das medidas da Ordem dos Médicos tem tomado em relação a esses casos?... Parece que não.

Aliás, em Portugal, "jornalisticamente relevante" parece ser sinónimo de entalar o governo… de direita, preferencialmente.

Voltando ao triste caso do jovem de Chaves uma última questão: Alguém duvida se, por um acaso, aquele jovem fosse filho de algum dos médicos que recusou a sua entrada na urgência, outra solução teria sido encontrada e o problema da “falta de vaga” teria sido resolvido?

Sim Sr. Bastonário, os cortes têm costas largas...


02 janeiro, 2014

01.01.2014, 00h:05m: foi o prazo de validade do Jornalismo assente em factos e no rigor.


O ano de 2014 era ainda um recém-nascido, e já alguma comunicação social nos brindava com uma das suas “especialidades”: forjar notícias. É aquele tipo de jornalismo que, por aqui, classificamos na categoria Se não aconteceu, devia ter acontecido”.

 
Visto aqui, numa pertinente observação de Vítor Cunha no Blasfémias:

"O bebé do ano nasce sempre ali ao lado


O JN decidiu que o bebé do ano nasceu convenientemente na Maternidade Alfredo da Costa.
Já a TVI optou por decidir que o bebé do ano pode nascer fora de Lisboa e, desta vez,
escolheu Viseu.
Segundo o Centro Hospitalar de Lisboa Central, o número de partos na MAC foram 5244 (2009), 5328 (2010) e 5583 (2011).
 
Ano Total de Nascimentos Partos na MAC % de nascimentos na MAC
2009 99.491 5.244 5,27
2010 101.381 5.328 5,25
2011 96.856 5.583 5,76
(Fontes: CHLC e Pordata)
 
Fascinante como uma maternidade onde nascem em média 5,4% dos bebés consegue obter o record absoluto de bebés do ano:
 
Ano Bebé do Ano é MAC? Fonte
2006 SIM JN, DN
2007 SIM JN
2008 ?
2009 SIM JN
2010 SIM JN,
2011 NÃO DN
2012 SIM JN
2013 SIM e NÃO JN jura que sim, TVI jura que não
 
Qual é a probabilidade de 1 de 5,4% dos bebés nascidos num dado ano acontecer no dia 1 de Janeiro entre as 0h00 e as 0h05, em Lisboa e na Maternidade Alfredo da Costa?
 
Segundo o galardão bebé do ano, 75%. Encerrar a MAC parece ser uma má decisão para este prestigiado galardão."

Enfim, quando estão em jogo as causas queridas do jornalismo - neste caso, a MAC (assunto já aqui abordado anteriormente) - não há facto ou acontecimento, que não possa ser moldado à medida do "wishfull thinking" das redacções...  

Feliz Ano Novo e, já sabe, nunca deixe de ter sentido crítico em relação ao que , ou ouve nos media…

 
Pense pela sua cabeça, não permita que outros o façam por si.
 
 

11 dezembro, 2013

Exportações – a ponta do iceberg da “Narrativa”.


Em virtude da cegueira ideológica das redacções lusas, um dos assuntos onde é mais visível o seu deficiente e enviesado trabalho jornalístico, é o tópico exportações, nomeadamente, a forma como o seu desempenho vai sendo noticiado.


Há 1 ano atrás (final de 2012), na comunicação social, a execução do OE 2013 era uma ilusão em que apenas o governo acreditava. Exceptuando as previsões desses charlatões e no que dizia respeito a exportações – sector apontado pelo actual governo como o motor (a salvação…) da recuperação económica -, todos as “pessoas de bem” eram unânimes:



Outra mensagem recorrente para compor a narrativa, era aquela ideia de que o aumento das exportações que então se verificava, nada tinha a ver com alterações da nossa estrutura económica:
 
Em contraponto a esta narrativa, o OE 2013 elaborado pelos “lunáticos” que actualmente nos governam, estimava uma subida de 3,6% (previsões mais optimistas do que as avançadas por Bruxelas (2,7%), por exemplo).



Outubro de 2013:

Decorrido 1 ano (ao longo do qual o tema foi abordado, por exemplo, aqui e aqui), constata-se que as exportações vão fazendo o seu caminho… 
 
"Em termos trimestrais, os dados do INE revelam que as exportações aumentaram 4,6% no período terminado em Outubro"


Tal como sucede quando qualquer estimativa do governo falha, viram algum jornalista confrontar os autores das previsões de descalabro das exportações com o seu falhanço?...
 
Viram algum comentário em jeito de troça (tão vulgar e característico da “maneira de ser tuga”…) destinado e algum entre os numerosos comentadores “anti-austeridade” que desenhavam os cenários de descalabro e das piores catástrofes para o ano de 2013? Eram as exportações a cair, o desemprego nos 20%, o PIB entre -3% e -4%, o défice que iria ser de 8% ou 9%,...


Claro que não. Aliás, ler algumas notícias sobre o assunto “dá dó”...

“Apesar das exportações nacionais terem crescido apenas 4,2% em Outubro face ao mesmo mês do ano passado, em termos de valor o mês foi o segundo melhor de sempre…”

“Apenas”, diz o sr. jornalista…


A notícia, abordada pelas diversas redacções, é digna de leitura pois, pese embora as variadas chamadas a título sintonizadas com este tom de desapontamento, no seu corpo encontram-se alguns factos que contradizem as ideias inicialmete avançadas, por exemplo:

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 5,5% e as importações diminuíram 0,1% em comparação com o terceiro trimestre de 2012. O saldo da balança comercial, com exclusão deste tipo de produtos, atingiu um excedente de 1,232 mil milhões de euros, a que correspondeu uma taxa de cobertura de 170,9%.”

O ouro e o “pitróleo” da Galp, estão a ver?....
NOTA: Onde o sr. jornalista escreveu 170,9%, deveria ser 70,9%. Enfim, gaffes... quem não as tem, não é?


Enfim, há boas notícias para uma vasta maioria de portugueses, que parecem ser más notícias para outros. E ainda há quem duvide que, dentro das nossas fronteiras, não existam 2 países. 





16 setembro, 2013

Nada escapa ao Nicolau…


Depois disto e disto, desta vez, o esforço de "evangelização ideológica" dos leitores do sempre vigilante Nicolau Santos, usou a sua coluna do Expresso para dar conta de mais uma “marosca” feita nas costas dos portugueses com a cumplicidade do actual Governo…


(via (Im)pertinências)

"Se eles ao menos lessem os jornais onde escrevem

 
Na página 5 do caderno de Economia do Expresso pode ler-se, pela pena do responsável do caderno, mais uma indignação a propósito da fábrica de turbinas eólicas que a empresa chinesa Three Gorges se teria comprometido a construir em Portugal como contrapartida da compra da participação na EDP.
 
Segundo Nicolau Santos, a Three Gorges teria desistido com o «argumento» de excesso de produção de turbinas eólicas na Europa, não cumprindo o «argumento» para justificar a compra da EDP, e por isso, das duas uma «o governo foi enganado ou enganou os portugueses» pelo que se deveria exigir uma explicação ao líder da Three Gorges ou ao primeiro-ministro, respectivamente.

Quanto ao primeiro «argumento» é um excelente argumento e só demonstra que os comunistas que controlam o capitalismo de estado chinês são mais clarividentes do que os jornalistas de causas.

Quando ao segundo «argumento», pode ler-se 9 páginas mais à frente, no mesmo caderno dirigido pela mesma criatura que
revelou ao mundo o alegado professor doutor Artur Baptista da Silva, alegado membro do PNUD e alegado chefe de uma missão da ONU para montar em Portugal um Observatório dos países da Europa do sul em processos de ajustamento:
«A construção de uma fábrica de turbinas eólicas em Portugal por parte da China Three Gorges não fez parte das cláusulas vinculativas que constaram do processo de privatização da EDP».
"

Enfim, é mais um episódio para a categoria: "Se não aconteceu, devia ter acontecido"...

 


 

10 maio, 2013

Saber Comunicar: o Glamour da Esquerda…


Desta, o exemplo vem da TSF. Até “já vale” transformar algo positivo numa notícia de teor negativo...
Como é habitual, os títulos só nos anunciam cenários negros... mas, próprio corpo da notícia, podemos ler:

"Na comparação mensal, as exportações AUMENTARAM 9% relativamente a fevereiro, enquanto as importações subiram 4,9%.  Já em termos trimestrais, nos primeiros três meses de 2013, as exportações de bens aumentaram 0,3% e as importações diminuíram 7,2% face ao período homólogo"

Ou seja, quando todas as previsões apontavam para uma quebra das exportações em 2013, os dados do 1º trimestre apontam para um crescimento (ainda que muito ligeiro), como pode este facto deixar de ser uma boa notícia?!

Isto será jornalismo?! Estivéssemos a ser governados por um governo “de esquerda” e estes números seriam, com certeza, noticiados como um sinal inequívoco de retoma…

Enfim, com a sua visão da realidade social e económica influenciada por este desassossegado jornalismo militante, cada vez mais a comunicação social se assume como a verdadeira oposição…
 

 

26 abril, 2013

Cavaco Silva: de bestial a besta...




Sumário executivo do discurso de ontem de Cavaco Silva:

Seguro e o PS, são os culpados da impossibilidade do consenso para a reforma do Estado.  

Recorde-se, em tempos bem recentes, qual era a "narrativa" dos socialistas relativamente às intervenções de Cavaco Silva:

"PS: Primeiro-ministro “profundamente isolado”
"A mensagem de ano novo do senhor Presidente da República vem confirmar algo cada vez mais evidente aos olhos de todos os portugueses. Portugal tem um primeiro-ministro profundamente isolado. Isolado politicamente e isolado socialmente", proferiu João Ribeiro, porta-voz do PS, em declarações aos jornalistas na sede do PS em Lisboa.

O porta-voz adiantou também que o discurso de Cavaco Silva revela que o país tem "um primeiro-ministro que se afastou do consenso social e político e que radicalizou o seu discurso".

De acordo com João Ribeiro " ficou também claro que o Governo não ouve ninguém. Não ouve parceiros sociais, não ouve o PS, não ouve a Igreja, não ouve a academia e não ouve o Presidente da República", acrescentou."
 
 
Confesso que foi uma surpresa ouvir o discurso de Cavaco e vê-lo sair da "zona de conforto" em que se transformou dizer umas larachas "contra a austeridade" (como se as medidas deste governo resultassem de uma opção / vontade e não de uma necessidade em resltado da governação dos últimos 15-20 anos).
 
Será que Passos, nas horas que se seguiram à decisão do TC, ia mesmo avançar para a demissão, só tendo sido travado pelo PR? Que este tentou, com o envolvimento do PS, forçar um acordo / consenso em torno da inevitável reforma do Estado, mas a recusa de Seguro & PS nesse propósito redundou no episódio de ontem)?...
 
 
E MFL?! Que confusão deve ir naquela cabeça...
 
 
 
 
 

21 abril, 2013

Entretanto a redacção do Público...


... brinda-nos com uma peça que ilustra bem um dos pilares do esquerdismo europeu: o "anti-americanismo". 

Daqui, por rui. a:

         de sarjeta
 
Este título do Público, sobre os dois assassinos de Boston: “Os irmãos Tsarnaev: um pugilista sem amigos americanos e um jovem “com coração de ouro”". Dito de outro modo: um inadaptado, que não tinha um único amigo americano, e um jovem encantador desviado pela revolta do irmão mais velho. É pena que o pasquim não tenha dedicado igual ternura às vítimas mortais dos dois incompreendidos irmãos, entre elas duas crianças. O fardo do homem ocidental é uma desgraça. Jornalismo de sarjeta!
 


03 março, 2013

19 fevereiro, 2013

O “wishful thinking” das redacções VS o País Real


Sou um fã de estatística. Agrada-me a ideia de, através de “uma parte”, ficar a conhecer “o todo”. Em estatística, isto significa, através de uma “amostra”, conhecer a “população”. No entanto, existe sempre um erro associado a esta extrapolação da “parte” para o “todo”. A amostra tem de ser representativa população, sob pena de as conclusões serem enviesadas...

Isto ocorre-me quando olho para o “espaço mediático”: os alinhamentos dos telejornais, os noticiários na rádio, os destaques e manchetes nos jornais, etc.. Até que ponto os seus conteúdos (a amostra) traduzem o pensamento e as sensibilidades representativas da sociedade portuguesa (a população)?
 
O tratamento mediático da contestação social
Obviamente, tem existido agitação social, mas será que a sua dimensão real concide com a noticiada? Por exemplo, as greves:




são frequentemente anunciadas como de grande adesão, planos mostram-nos, invariavelmente,  "mares de gente". No entanto, não deixa de ser curioso constatar as conclusões de estudos como este:


Segundo um estudo do Instituto de Ciências Sociais, mais de quatro quintos dos trabalhadores do País (82,4%) nunca aderiram a uma paralisação.”

É claro que um dado objectivo como este nunca fez perder mais do que 5 segundos no espaço de debate público… mas, olhando à realidade apurada pelo estudo do ICS, será que que não é mais avisado desconfiar do jornalismo de causas que, inflamado, habitualmente nos brinda com tiradas como esta:


Será que isto tem adesão à realidade ou é a tradução de um qualquer desejo?...

Outro exemplo. Os adeptos do turismo de manifestação (em digressão nacoinal nos autocarros fretados pela CGTP e, não raras vezes, pago com dinheiro dos contribuintes) que desembarcam, aqui e acolá, de acordo com o roteiro e agendas dos governantes, fazendo o seu número de agitação de cartazes, de bandeiras, de lançammento de uns insultos e o inevitável momento lírico “O Povo é quem maaaisss ordeee…eenaaaaa….”, serão um espelho da sociedade portuguesa e do "país real"?

Estes exemplos, que de há um ano para cá, ocupam a quase totalidade da agenda noticiosa, serão mesmo uma amostra fidedigna do “povo português”? Repare-se no alinhamento dos telejornais. Atente-se no tempo que as redacções atribuem – da esquerda à direita – às diversas facções e personalidades, e interroguem-se: será que faz sentido que as posições da extrema esquerda, que representam cerca de 5% dos eleitores, ocupem mais de metade das mensagem politica que passa na rádios, tv e jornais?

Quantas vezes, nos últimos 2-3 dias, ouviu o caro leitor o hino de Zeca Afonso!?
(a única virtude, diga-se, foi  ter ocupado o espaço dos videos youtube do "gangnam style"...)


As redacções vs o país real...


Concluindo:

O espaço mediático atual, será o espelho da sociedade portuguesa e traduzirá de forma isenta as diferentes correntes e sensibilidades existentes ?

Ou será que esse espaço, negligenciando a missão de informar de forma isenta e, não raras vezes, menosprezando até o pensamento e as convicções da maioria, empenha-se, suportado nas convicções de uma minoria alinhada com o “wishfull thinking” do jornalismo militante, num exercício diário de doutrinação da “população” com os seus próprios valores?


21 janeiro, 2013

Notícias que tinham tudo para "dar certo"...


Um dos lemas em voga nas redacções portuguesas deve ser:

"Se não aconteceu devia ter acontecido!"


Retirado daqui: http://sorumbatico.blogspot.pt/2013/01/repare-se-nestas-duas-noticias-ambas-de.html#comments

Assim se faz a História...
 
 
Entretanto uma noticiazinha diz assim...
 


Diz que é Jornalismo...