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25 maio, 2015

Conto de crianças Vs Governos tontos. "Só os burros é que não mudam!"...


Há 4 meses, António Costa referiu-se à vitória do Syriza nas eleições gregas com expressões como "um sinal de esperança" ou sinal de "esgotamento das políticas de austeridade".

Ao mesmo tempo e em relação à mesma vitória do Syriza, o atual PM pronunciou-se da seguinte forma: 


“Pedro Passos Coelho apelidou de "conto de crianças" a ideia de que "é possível que um país, por exemplo, não queira assumir os seus compromissos, não pagar as suas dívidas, querer aumentar os salários, baixar os impostos e ainda ter a obrigação de os seus parceiros garantirem o financiamento sem contrapartidas".”


Como se recordarão, a propósito deste “conto de crianças”, a agenda mediática encheu-se de indignação pelas “aberrantes” declarações Passos. Oposição e comentadores do costume, logo reduziram o conteúdo daquela reação a um conjunto de tiradas que se podem encontrar neste “artigo-guião” de Isabel Moreira e do qual se transcrevem algumas frases tocantes:

“…
Como é possível Passos não ter sentido de estado algum, o mínimo que seja?

Como é possível Passos não perceber que está a falar de um povo em chagas de tanto sofrimento após uma receita falhada?

Como é possível Passos não perceber que o que aconteceu e o que acontece na Grécia tem a ver com Portugal?
…
Como é possível Passos não ter qualquer espírito patriótico?

Como é possível Passos ser tão ignorante?
…
Como é possível Passos resumir a escolha de um povo a um conto de crianças alinhando num objetivo perigoso e estúpido de isolar a Grécia?

Diz lá, Passos. Como és possível?”



Sábado (23 de Maio), Costa dá uma entrevista ao Observador. Referindo-se à atuação do Syriza  no contexto da negociação com as instituições europeias, diz: 

“Temos de travar um combate na UE de forma inteligente, não de forma tonta como o Syriza”


Se está à espera de ver aqueles que se indignaram com o “conto de crianças”, voltarem às televisões, rádios e jornais, revoltados com estas declarações, desculpe, mas é um tonto…



Recordar, sobre Costa e Syriza, o que se escreveu-se por aqui no passado mês de Janeiro:
 

Enfim, daqui a 3, 6 meses, veremos o que esta nova era do "fim da austeridade" trará e se Costa mantém esta colagem ao Syriza...  
 
...
 
Quem apenas veja telejornais e tenha fraca memória (uma vasta maioria de portugueses, infelizmente...), nem se lembra o que o último "Messias anti-Austeridade", conseguiu: é graças a Hollande que a  extrema direita francesa lidera as sondagens. 
 
Daqui a uns meses veremos se Tsipras e o Syriza ainda são entusiasticamente citados pelos socialistas. Ou, tal como sucedeu com Hollande, se a realidade e, principalmente, a circunstância de o eleitorado identificar esses "ex-Messias" como os novos símbolos de desilusão, ditará o seu varrimento para debaixo do tapete...
 
 
Votos de Boa Sorte ao povo grego... bem vão precisar dela."

23 abril, 2015

É funcionário público e vê o Estado como o grande motor económico? Não hesite, vote António Costa…


Os 12 escolhidos de Costa (já vi isto em qualquer lado…), elegeram como grande prioridade a reposição dos cortes na função pública e o fim da sobretaxa de IRS. Chamam-lhe o “fim da austeridade”.

http://www.publico.pt/economia/noticia/economistas-do-ps-propoem-imposto-sobre-herancas-acima-de-um-milhao-de-euros-1693137?page=-1
“Para além de Mário Centeno, fazem parte do grupo de trabalho Paulo Trigo Pereira (ISEG), Sérgio Ávila (vice-presidente e secretário das Finanças do Governo Regional dos Açores), Manuel Caldeira Cabral (Universidade do Minho), Vítor Escária (ISEG e ex-assessor de José Sócrates), Elisa Ferreira (eurodeputada do PS), João Galamba (do Secretariado de Costa), João Leão (ex-director-geral do Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério de Economia), João Nuno Mendes (Comissão Política do PS), Fernando Rocha Andrade (Universidade de Coimbra) e Francisca Guedes de Oliveira (Universidade Católica do Porto).”
 
Evidentemente, esta opção é totalmente alheia à circunstância a eles próprios terem o Estado como entidade patronal!
 
Estou certo que, se grupos de economistas oriundos do sector privado fossem chamados a pronunciar-se, a prioridade seria unânime: a restituição, mediante a subida da despesa pública suportada pela generalidade dos contribuintes, do poder de compra dos funcionários públicos. 


Muito se tem falado sobre a credibilidade do cenário macroeconómico apresentado pelos socialistas. Logicamente, os políticos da atual maioria têm criticado a credibilidade do mesmo, mas, é possível aferir o grau de confiança a ter nos pressupostos através do critério dos próprios socialistas.


Foi recentemente que o governo apresentou as suas previsões económicas para o período 2015 – 2019:

“Quanto às previsões para 2016, o Governo antecipou no Documento de Estratégia Orçamental (DEO), apresentado em abril do ano passado, que a economia portuguesa deveria crescer 1,7% no próximo ano.”


Ora, os mesmos que, relativamente a previsões do Governo que apontam um crescimento de 1,7%, as classificam de “irrealistas”, “fantasiosas”, “excessivamente otimistas”, etc.. (enfim, o habitual…), são os mesmos que, no seu cenário macroeconómico do credibilíssimo “Uma Década para Portugal”, estimam um crescimento de… 2,6%!

Note, este partido que vê Portugal a crescer 2,6% para o ano é o mesmo que, todos os dias, culpa um governo “obcecado com a austeridade” pela crise que o país (ainda) atravessa.
 
Governo esse que, recorde-se, governará praticamente até ao final de 2015... Que magia, que milagre, terá sido revelado aos 12 escolhidos de Costa, para afirmarem que logo em 2016 existirá um crescimento do PIB de 2,6%?!... 


Enfim, o tuga engole tudo…

Só para recordar outros estudos e/ou medidas com a chancela de credibilidade da Escola de Economia do Largo do Rato:

“SCUT – As autoestradas que se pagam a si próprias”


“O TGV é um projeto auto-sustentável”

 

“A nacionalização do BPN, não custará um cêntimo aos contribuintes.”


“Investir em energias renováveis, para colocar Portugal na linha da frente da” economia verde".

 


 

24 março, 2015

Listas VIP que não chocaram o jornalismo luso...


Neste caso, sim, foi constituído um grupo de cidadãos que beneficiava de proteção e privilégios diferenciados dos restantes, tendo estes últimos visto os seus próprios direitos diminuídos em função de tão abstrusa lei:   
 
"... ao longo dos últimos meses, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça e o PGR foram escrevendo argumentos contraditórios sobre a mesma. A organização da tal "extensão" deveu-se ao facto de o actual Código do Processo Penal estabelecer uma competência exclusiva ao presidente do STJ para o acompanhamento de escutas telefónicas em que "intervenham" o Presidente da República, o primeiro-ministro e o presidente da Assembleia da República.

Só que as escutas em causa no "Face Oculta" não foram feitas directamente a Sócrates, mas a Vara. Nos milhares de telefonemas interceptados, a Polícia Judiciária apanhou fortuitamente conversas com o primeiro-ministro.

Como defende o professor de Direito Paulo Pinto Albuquerque, uma vez que as escutas foram realizadas no âmbito de um processo, elas não poderiam ter sido destruídas sem os restantes arguidos terem conhecimento delas. Até porque as poderiam aproveitar na sua defesa."
 
Compare-se a reação dos media, então, com o filme a que se assistiu nos últimos dias...  
 
Referir ainda António Costa,  número dois do governo que em 2007 alterou o Código de Processo Penal e criou a lista VIP acima referida, é a mesma pessoa que, não só se indigna com a "lista VIP" do Fisco - porque esta "mina confiança dos cidadãos" nos organismos públicos... - como ainda suspeita da existência de "fortes indícios criminais" no caso... 
 
 
Bernardes, Manuel   

O hipócrita é um santo pintado; tem as mãos postas, mas não ora; o livro na mão, mas não lê; os olhos no chão, mas não se desestima.

 
 
Enfim, Portugal é muito isto...
 
    

20 março, 2015

E o maior beneficiário das manobras do PS em torno do processo de escolha do Governador do B.P., é!…


Recordemos algumas notícias sobre o afã do PS em torno da suposta necessidade de alteração das regras de escolha do Governador do BP:

“Costa defende novo modelo para a nomeação do governador do Banco de Portugal”

“O candidato do PS a primeiro-ministro sustentou também que para o “reforço da própria independência do Banco de Portugal e do governador deve-se alterar sistemicamente a forma de designação do governo do Banco de Portugal”


“PS quer novas regras para nomeação do governador do Banco de Portugal”

“Em nome da independência, do rigor e da transparência, o Governador do Banco de Portugal deve passar a ser nomeado por decreto do Presidente da República, sob proposta do Governo e após audição do indigitado na Assembleia da República”


 
Não estão, Costa e o PS, a acusar (subtilmente?...) o atual Governador do BP de falta de independência e de rigor?


Tantas razões – essas sim, com verdadeiro interesse para o futuro do País - o justificariam, e é a propósito deste assunto que o PS vem falar de revisão constitucional?!

A quem serve esta estratégia? Há, com certeza, um português que estará muito feliz com tamanho empenho dos socialistas em torno desta prioridade política…





 

26 janeiro, 2015

Irão os socialistas portugueses escutar o conselho de António Costa e votar BE nas próximas eleições?

(ia escrever algo como o que a Helena Matos escreveu no Blasfémias…)
 

"Pois é uma grande mudança: os socialistas estão abaixo dos 5%.


 
António Costa diz que vitória de Syriza é «mais um sinal da mudança» na Europa O secretário-geral do PS fala de uma mudança da orientação política que está em curso na Europa, no sentido de uma maior solidariedade.
 
Enfim a Europa pode estar a caminhar no sentido de uma maior solidariedade mas deve ser uma solidariedade de novo tipo. Afinal o líder do PS português celebra a vitória do Syriza que foi construída sobre a catástrofe eleitoral dos socialistas gregos. Um líder socialista a celebrar a derrota dos socialistas tem que se lhe diga."


Sem sombra de oportunismo…

Enfim, daqui a 3, 6 meses, veremos o que esta nova era do "fim da austeridade" trará e se Costa mantém esta colagem ao Syriza (entretanto, estou à espera que Catarina Martins, ou alguém do BE, venha dizer algo sobre a derrocada do Pasok). 
 
Para ser fiel ao seu estilo, só faltou ao candidato Costa dizer que a vitória do syriza (pena que não tenha sido por maioria absoluta) é um novo Tratado de Tordesilhas que veio dividir o mundo em dois hemisférios: um pró e outro anti, austeridade...

http://jornalismoassim.blogspot.pt/2014/12/durante-semana-temos-peregrinacao-evora.html
 
«A TAP é fundamental. Na era da globalização, tem a importância que as caravelas tiveram na era dos Descobrimentos!»
 
 
 
Quem apenas veja telejornais e tenha fraca memória (uma vasta maioria de portugueses, infelizmente...), nem se lembra o que o último "Messias anti-Austeridade", conseguiu: é graças a Hollande que a  extrema direita francesa lidera as sondagens. 
 
Daqui a uns meses veremos se Tsipras e o Syriza ainda são entusiasticamente citados pelos socialistas. Ou, tal como sucedeu com Hollande, se a realidade e, principalmente, a circunstância de o eleitorado identificar esses "ex-Messias" como os novos símbolos de desilusão, ditará o seu varrimento para debaixo do tapete...
 
 
Votos de Boa Sorte ao povo grego... bem vão precisar dela.
 
 
 
 

19 janeiro, 2015

Não me lixem, vocês estão a c*g%#%-se para a liberdade de expressão e de imprensa.


Dois dias depois da publicação do último post – que, a partir de acontecimentos do 1º mandato de Sócrates, questionava a forma como a nossa comunicação social lida com aqueles que “convivem mal” com o direito de liberdade de imprensa e de expressão – vieram a público novas informações sobre as manobras de Sócrates para calar alguns órgãos de comunicação social e controlar outros (factos ocorridos no final de 2013 e início de 2014, note-se).
 


Desde que tais informações saíram na imprensa – honra seja feita ao Correio da Manhã pela sua investigação neste caso - tenho estado atento aos telejornais (espaços onde, segundo os próprios jornalistas, se formata a opinião dos cidadãos, se fabricam os presidentes e primeiros-ministros, enfim, onde se ganham e se perdem eleições) para perceber a relevância e o destaque que as respetivas redações iriam dar ao assunto.


E, o que pude constatar? Nenhuma referência ao caso. ZERO!

Vi reportagens sobre Sócrates, mas apenas abordaram as últimas personalidades que lhe fizeram uma visita (já é um clássico da tv lusa...) e a referência a alegadas queixas de outros reclusos reclamando dos privilégios exclusivos do preso n.º 44.

Nota: Desde já, peço desculpa se alguma reportagem sobre estas notícias passou nos telejornais (RTP, SIC e TVI). Se passou, foi de tal forma discreta que não vi (e bem que fiz zapping…).

Ninguém acha isto estranho, incompreensível mesmo. Então, os mesmos órgãos de informação que, durante dias a fio, falam incessantemente do “valor supremo” da liberdade de expressão e de imprensa, os mesmos media que adotam uma posição de defesa intransigente desses direitos, remetem-se a um total silêncio sobre notícias vindas a público  que nos dão conta das manobras do ex-pm socialista - envolvendo a Entidade Reguladora da Comunicação Social, inclusivamente - com o objetivo de calar o Correio da Manhã e controlar órgãos de informação como o Jornal de Notícias, Diário de Notícias e a TSF?!


Se isto não é matéria jornalisticamente relevante para levar a um telejornal, o que será?! As últimas da relação entre o Ronaldo e a Irina?!...


Tenham vergonha!

Do ponto de vista informativo e para além desta vertente da liberdade de imprensa, as “novidades” mais recentes (recordo novamente: reportam-se a factos ocorridos no final de 2013 e início de 2014) contêm outros dados relevantes sobre o caso Sócrates, nomeadamente, porque tais elementos nos permitem analisar, ajuizar, sobre a veracidade de parte da teoria de defesa de Sócrates.

Segundo o próprio, era a bondade do seu amigo Carlos Silva e os empréstimos que este lhe fez para "fazer face a algumas necessidades financeiras”, a explicação para as largas somas de dinheiro que tinha à sua disposição. Ora, pelo que foi agora tornado público, Sócrates “disponibilizou-se para angariar capital para compra da Controlinveste”. Vejamos, esta conduta é própria de alguém que depende de favores e de ajudas financeiras de amigos ou será típico de alguém que tem a autonomia e os meios financeiros para decidir o desfecho destes negócios?


Mas, voltando à suposta intolerância que os nossos media têm com aqueles que violam a liberdade de expressão e de imprensa: 

Tenham vergonha e calem-se com o chavão da defesa da liberdade de imprensa! Pelo que já se viu, as redações estão cheias de gente disponível para proteger "democratas" como Sócrates, suas estratégias e forma de "fazer política"…


Pelo envolvimento e cumplicidade de muitas “figuras ilustres” do PS, Sócrates não pode cair. Assim que ele sinta que os seus amigos não conseguirão safá-lo, assim que perceba que vai “cair em desgraça”, irá arrastar um grande número de comparsas com ele.

Os socialistas sabem-no e continuam a ir a Évora, dando-lhe provas de solidariedade e, acima de tudo, no intuito de o manter tranquilo. O jornalismo e a elite merdosa que controla os telejornais, sabe-o e continuará a fazer o que pode para proteger a imagem de Sócrates e o PS que a ele está amarrado.
 


É óbvio que Sócrates não agiu sozinho ao longo de todos estes anos! O seu “cadastro“ nas mais variadas áreas – desde as manobras de silenciamento da comunicação social (envolvendo até a banca privada onde colocou os Varas), na definição dos negócios que se fazem e não se fazem, nas empresas públicas ou para-públicas (como a PT e a EDP), nas opções tomadas em termos de investimento público (PPP rodoviárias, PPP energia eólica, Parque Escolar, TGV, etc.) – é tão evidente que só num país hipócrita como este, podemos assistir aos que, durante anos, com ele conviveram e partilharam o poder, dizerem coisas como: “estou muito surpreendido com tudo isto” ou “acredito na sua inocência”…  
 
Aliás, alguns destes "espantados com tudo o que está a acontecer", muito provavelmente, até estavam ao seu lado quando os telefonemas apanhados nas malhas das escutas foram realizados.

Mas desta vez, parece, não existirá alguém para invalidar as escutas ou recortá-las à tesoura... (mas, depois de Outubro, quem sabe? )


Tenham vergonha!

Vocês, enquanto afirmam à boca cheia que o desrespeito pela liberdade de imprensa é incompatível com a democracia - por razões de pura afinidade ideológica – são capazes de se aliarem à agenda dos que “se cagam para o segredo de justiça”, de se aliarem à estratégia dos que, com Sócrates, calaram alguns jornalistas e condicionaram outros, em suma, são capazes de colocar os interesses e a conveniência  da "esquerda" (nomeadamente, os interesses de Costa e do PS) à frente dos tais direitos que dizem ser intocáveis e, ativamente, darem o vosso contributo para que essa gente volte ao poder!


É esta a vossa noção de “democracia”. Não me lixem com mais balelas sobre a liberdade de imprensa e de expressão!


"Todos os burros comem palha, o que é preciso é saber dá-la." Hoje em dia, é este o mote para editar telejornais...


(desculpem-me os mais sensíveis, mas esta hipocrisia e este calculismo tiram-me do sério...)

 
 

19 julho, 2014

A "Lei da Rolha" não será, afinal, uma boa ideia?...



 
"A Ordem dos Médicos, sem deixar de cumprir todas as suas obrigações legais e convidando já o Ministério da Saúde para reatar o diálogo (estando disponível para o fazer ainda em Julho ou mesmo em Agosto) [nota, claramente, sugerida pelo jurista da Ordem... ], tal como tinha previamente anunciado vem apelar formalmente aos médicos, até indicação em contrário, que:

1. Informem directamente os seus doentes da gravidade e impacto negativo da actual política do Ministério da Saúde nos cuidados que lhes são prestados.

2. Continuem a denunciar à OM (em cada Secção Regional) todas as situações de deficiência, insuficiência ou pressão que possam pôr em risco a saúde dos doentes e o seu tratamento de acordo com as boas práticas médicas.

3. Recusem assinar todo e qualquer tipo de contratualização imposta, ainda para 2014 ou para 2015.

4. Cessem a participação em Grupos de Trabalho e recusem imediatamente toda e qualquer colaboração graciosa com o Ministério da Saúde, ACSS, ARS, DGS, Infarmed, Hospitais e ACES, incluindo as comissões de NOCs e Auditorias.

Só unidos [o povo!, unido! jamais...], os Médicos poderão preservar um futuro com Qualidade para medicina em Portugal.
 
Ordem dos Médicos, 18 de Julho de 2014"
 

Muito se falou sobre a "Lei da rolha"...
 
Por esta altura, para salvaguardar a (alguma) boa imagem que a medicina ainda tem, uma rolha à medida do Sr. Bastonário não deveria ser uma prioridade da classe?
 
 
Breve nota sobre a "Lei da Rolha" e/ou sobre a inimputabilidade mediática de algumas figuras:
 

 
Que diz que "Impedir médicos de falarem deve gerar "revolta nacional"", e que, ainda a propósito do mesmo código de ética,  invoca o "regresso à ditadura".
 
 
 
Quem serão os verdadeiros adeptos da "Lei da Rolha"?!
 
 

06 maio, 2014

Jornalismo com isenção. Esse é o direito humano que está em vias de desaparecer...



"O ex-Presidente da República Mário Soares considerou, esta segunda-feira, que «neste momento não há direitos humanos em Portugal», porque o Governo tem pensado apenas em «dinheiro e mercados» e «nunca falou com o povo».
...
A «grande maioria do povo não tem dinheiro para comer e os seus filhos vão ao caixote do lixo», acrescentou o antigo chefe de Estado, que citou o papa Francisco para referir que a «austeridade mata»."

Soares continua igual a si mesmo, em cada momento afirma o que mais lhe convém. Miserável, é o papel do "jornalismo"(?) que se limita a amplificar cada anúncio de "sua alteza republicana".
 
Note-se, que o jornalismo que se revela tão atento e implacável com as “contradições” de alguns atores políticos, é o mesmo que se mostra completamente cooperante e cúmplice, daqueles que vão dizendo coisas alinhadas com a ideologia reinante nas redações…


Basta recuar ao último governo de Sócrates, episódio já abordado neste post, e o que tinha o Sr. Soares a dizer sobre o efeito das “políticas de austeridade”?

“Fui capaz [em 83] de retirar o 13º mês! Eu fiz isso porque era indispensável fazer! E foi isso que deu o boom, que veio a seguir, nos governos quando entramos para a Europa!…”

Ou seja, se for de “esquerda” a austeridade é expansionista! A propósito da sua visão recente  dos "direitos humanos", não deixa de ser interessante esta frase da mesma intervenção:

“Comecem a fazer greves, a pedir mundos e fundos – que não podem ter, ninguém lhes pode prometer -, que vamos parar… olhe, vocês vão ver onde é…”
Enfim, vá lá saber-se o porquê, de não recordarem os telejornais, estas afirmações... Deixem o PS voltar ao poder (1 ano, mais coisa, menos coisa...) que, rapidamente, Soares voltará a mostrar a sua faceta “austeritária-friendly” e os srs. jornalistas andarão mais conformados com a vidinha...


Com jornalismo assim, quem precisa de censura?…


Link para o vídeo das declarações do Dr. Soares. 
 
 

18 novembro, 2013

Lições de Moral e de Integridade…


Este fim de semana o meu coração alegrou-se... É reconfortante, ver que em Portugal ainda existem personalidades que se pautam pelos mais elevados padrões éticos e se afirmam como a reserva moral de uma nação.
 
Sócrates, não receia expor os vis manipuladores de opinião que vão dizendo as coisas que "O governo tem vergonha de dizer e põe outros a falar"...


Palavra de comentador político escrupuloso e isento! 
 

Entretanto, na área da Justiça...

“O antigo procurador-geral Pinto Monteiro alertou para o facto de «não poder haver tratamento diferenciado», «nem a favor nem contra», de cidadãos angolanos por parte da justiça portuguesa.”


Presume-se que Pinto Monteiro não entende - à luz das boas práticas que marcaram o seu mandato - o porquê de não existirem processos de cidadãos angolanos a serem destruídos “à tesourada”… 


Bem Hajam! – Dr. Pinto Monteiro e Eng. José Sócrates – por podermos contar com a V. vigilância e denuncia em relação a estes flagrantes casos de encobrimento e dissimulação.
 
 


 


06 novembro, 2013

Da esquizofrenia das palavras dos homens aos seus actos...


Muito se tem falado sobre aqueles que, a propósito da contestação às medidas de austeridade adotadas pelo atual governo, invocam para os seus discursos e suas ações reivindicativas, a defesa dos “mais pobres e desfavorecidos”. Mais concretamente, temos de questionar: até que ponto, aqueles que diariamente vemos na comunicação social em permanente manifestação, representam efetivamente os interesses dos “mais vulneráveis” ou se representam algo mais… 

“O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, disse que o «direito de manifestação» está «consagrado» em democracia, mas lembrou que «os mais pobres» não se manifestam e «não aparecem na televisão».”

 
Para além de membros ligados ao Governo, também este artigo de César das Neves veio “por o dedo na ferida” e suscitar alguma polémica:

“Em Portugal não há manifestações de mendigos, miseráveis e necessitados. São antes os remediados, que se consideram carentes, que fazem as exigências em nome dos silenciosos”,

“Boa parte da retórica de contestação baseia-se neste mal-entendido, em que burgueses passam por infelizes. Entretanto, os verdadeiros desgraçados, mudos como sempre, ainda têm de ouvir os muitos aproveitamentos do seu nome”
 
O ponto é o seguinte: entre o que as medidas de austeridade são efetivamente – nomeadamente, o seu grupo alvo e o seu impacto -, e o que na agenda mediática é referido sobre elas, existe uma diferença substancial?

Este ponto, para alguns, pode parecer de somenos importância, mas não esquecer que, por discrepâncias menores, já alguns ministros foram apelidados de “mentirosos” e se exigiu a sua demissão!

Também já aqui no blog, este assunto foi abordado, por ex., neste post de Janeiro de 2012 sobre a alegada inconstitucionalidade dos cortes nas pensões:

“Que hipocrisia vai neste País… tantas palavras sobre solidariedade, tanto discurso sobre a necessidade de protecção dos “mais desfavorecidos”, precisamente por aqueles que permitiram - pelos seus actos de governação e/ou de omissão - se cavasse mais fundo o fosso entre os mais ricos e os mais pobres.

E a sacrossanta Constituição que, de nada serviu enquanto isso aconteceu, vai ser agora reabilitada para impedir que as pensões mais elevadas sofram cortes!
 
Em resumo, o processo em curso [declaração de inconstitucionalidade dos cortes] terá a seguinte consequência: os detentores dos rendimentos mais baixos – recorde-se que 90% das pensões em Portugal são inferiores a 1.000 € - serão chamados a cobrir o aumento de despesa ditado pela inconstitucionalidade dos cortes nas pensões dos 10% mais ricos!” 

Este caso das pensões talvez seja mais evidente: faz sentido passar a ideia que todos sofrem cortes, quando as medidas afetam menos de 10% desse público alvo? Ao passar esta ideia aos portugueses, não se está a “mentir aos portugueses”? 

Objectivamente, num país onde o salário médio ronda os 700 €, a pensão média não chega aos 500 € e, desde 2008, centenas de milhares de portugueses contactaram com a realidade do desemprego,  será verdade que este conjunto de cidadãos tem sido poupado aos cortes, ou o inverso?!.

Claro que estes cortes estão a criar sérios problemas a uma classe media que nos últimos 2 anos tem visto o seu rendimento baixar mas, voltando à questão do início do post: até que ponto, aqueles que diariamente vemos na comunicação social em permanente contestação, representam efetivamente os interesses dos “mais vulneráveis” ou se representam algo mais…


Vejam-se dois exemplos da “esquerda republicana”: Mário Soares e Manuel Alegre.

Sobre o 1º, ainda há dias, neste post, se transcreveu uma parte do mais recente artigo, onde Soares invoca o “povo empobrecido” e as muitas "pessoas que passam fome” para que se insurjam e se revoltem, contra os actuais governantes em função da despesa com os automóveis e as “viagens que fazem permanentemente com os seus amigos e assessores”.
 
Ora, atendendo ao que conhecemos do Sr. Soares, nomeadamente, em matéria de despesa com viagens nos seus mandatos de PR, em matéria de utilização de recursos públicos para os seus projectos (Fundação e outros), no que custa aos contribuinte portugueses em termos de segurança privada (pessoal e suas habitações), motorista, carro topo de gama, etc., etc..

Atendendo, não às palavras mas aos seus actos, esta pessoa será a melhor habilitada para ser a “voz” dos mais desfavorecidos?   


Sobre Manuel Alegre: são várias as entrevistas onde o histórico socialista vem falar em “nome do povo e dos mais pobres”. Aqui, por exemplo, denuncia a “desvalorização salarial e o desmantelamento do Estado Social” intencional por parte do actual governo e remata: “o mais grave é que isto a desvalorizar-nos como povo, País e nação”.

No entanto, quando se constata que alguém que fala assim “em nome do povo”, mas simultaneamente e já em plena crise financeira, foi um dos deputados que decidiu pedir subvenção vitalícia, passando a acumular duas pensões do Estado, obviamente, suportadas pelos contribuintes:

“A receber uma reforma de 3219 euros como aposentado da RDP, Manuel Alegre irá receber agora uma subvenção vitalícia superior a dois mil euros mensais.” 

Voltamos a perguntar: Atendendo, não às palavras mas aos seus actos, esta pessoa será a melhor habilitada para ser a “voz” dos mais desfavorecidos?   


Entretanto, facto que nunca vi referido nos telejornais das 20h e que, em vez de palavras revela “acção”, o que se poderá inferir - a partir desta atitude -,  acerca da personalidade e carácter daquele que é o inimigo público n.º 1 dos “trabalhadores e dos mais pobres”?

“Pedro Passos Coelho é um dos únicos deputados em 37 anos de história da Assembleia da República que rejeitou a reforma vitalícia a que tinha direito pelo exercício do cargo. Isto foi em 1999”
 


Ficará ao critério de cada um avaliar que interesses estão em jogo…