Mostrar mensagens com a etiqueta Notícias que passam ao lado das manchetes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Notícias que passam ao lado das manchetes. Mostrar todas as mensagens

14 maio, 2015

Não à privatização! Vem lutar pelos teus direitos e pelo "serviço público" de transportes...


Post inserido na temática "defesa do interesse público", cuja especificidade, suspeito, não desencadeará junto do jornalismo de indignação o entusiasmo recorrente em outras situações. 
 
Nem para colher a reação  de celebérrimos dirigentes sindicais, nem para merecer especial atenção e destaque mediático (por exemplo, honras de abertura de telejornal)...


(fonte, Público)

"O polícia aproxima-se das bilheteiras empunhando a requisição que lhe dá direito a carregar o passe para o autocarro sem pagar. Quando recebe os papéis, a funcionária do guichet é lesta a abrir a caixa e a tirar as notas, que lhe entrega de forma dissimulada, dentro de um folheto informativo. Não carregou o título de transporte: limitou-se a entregar-lhe 89 euros, menos 20 do que o valor do passe a que o agente tem direito.
 
É a sua comissão."
 
 
 
 
 
 

06 fevereiro, 2015

OLÉ, Podemos! Desconfio que esta será outra notícia a passar ao lado das manchetes e dos telejornais...


Monedero reconoce su deuda con Hacienda por asesorar a Venezuela

  • Presenta una declaración complementaria para regularizar los 425.150 euros que facturó su empresa



Monedero, en la reciente manifestación del partido en Madrid.
 
Hi Five, Podemos!...
 
 
O Syriza, alia-se à extrema-direita para formar governo...
 
O Podemos, tem como principais fundadores empresários que fogem ao Fisco...
 
Será que estes "pormaiores" não tiram o sono a malta tão ideologicamente convicta e militante do BE, PCP e PS mais canhoto?...
 
 
 

23 janeiro, 2015

Notícias que passam ao lado das manchetes: Absentismo no Sistema Nacional de Saúde.

 
Numa altura em que muito se tem falado do sistema nacional de saúde, nomeadamente, na escassez dos meios disponíveis para atendimento aos utentes, eis um assunto que, aposto, nunca abrirá os telejornais ou terá algum destaque sequer…
 
(via, Rádio Renascença)

“… O número [do absentismo no Hospital de Sto António] não é exactamente o que o doutor António Ferreira (presidente do Conselho de Administração do Hospital de São João) disse. É mais baixo, anda nos 8% ou 9%, não chega aos 11%. Todos os dias faltam 9% das pessoas pelas razões mais diversas, ou porque estão no período de parto, ou de férias, ou porque meteram atestado.

Como se poderia atacar esse problema?
Nós fizemos uma experiência que foi muito bem-sucedida, em que atingimos um absentismo equivalente à iniciativa privada. Estabelecemos um prémio de presença de que os sindicatos não gostam nada. Quem não faltar ou apenas o dizer num dia por mês recebe um prémio de 20% do salário.

Quais foram os resultados?
O absentismo desceu para metade, porque as pessoas deixaram de faltar. Nesse grupo temos 4 ou 5% de faltas.”



Se o nível de absentismo destes funcionários fosse o mesmo dos trabalhadores do sector privado, não teriam os portugueses que se deslocam aos hospitais e centros de saúde, melhor tratamento?
 
 
Não seria merecedor de curiosidade jornalística e/ou atenção mediática, a circunstância de a função pública ter o dobro do absentismo do sector privado? 
 
Srs. jornalistas e comentadores, este "pormenor" não terá impacto na qualidade dos serviços prestados aos cidadãos? Tanto sindicalista a marcar presença regular na agenda mediática e nenhum jornalista se disponibiliza para fazer perguntas sobre este assunto... Porque será?


Enfim, talvez porque, na agenda mediática, só há espaço para pedir a cabeça do ministro e outros governantes. Não convém dar visibilidade a perspetivas que possam comprometer essa narrativa…
 
 
 
 

05 janeiro, 2015

Aviso! Post com associação “absolutamente delirante” de uma notícia de 2009 com outra, completamente desconexa, de 2015.

2015:

“Tribunal de Contas. Alta velocidade custou mais de 150 milhões apesar de nunca ter saído do papel”

"Os estudos preliminares demonstraram que o investimento na rede ferroviária de alta velocidade não apresentava viabilidade financeira. Os mesmos estudos demonstraram que o eixo Lisboa-Madrid, o primeiro que se previa vir a ser implementado, também seria financeiramente inviável…

O investimento seria implementado com base num modelo "sem paralelo em termos internacionais", assente em seis contractos de Parceria Público-Privada (PPP) cujos encargos para os parceiros públicos ascenderiam a 11,6 mil milhões de euros.

"Os riscos de procura relevantes recairiam sobre a CP e a REFER, empresas públicas economicamente deficitárias. Em contrapartida, os pagamentos pela disponibilidade da infraestrutura às concessionárias gozariam de estabilidade, característica típica das rendas", alerta o relatório do TdC.”



2009:

Repito, é "absolutamente delirante" sugerir a existência de qualquer  ligação entre estas 2 notícias...

 
Notícias que passaram "absolutamente despercebidas" ao Jornalismo luso durante anos...

Através de uma simples pesquisa no Google (por ex.: Sócrates, tribunal contas), facilmente se encontram notícias que nos dão conta de diversos investimentos públicos feitos no consulado de Sócrates com um denominador comum: ruinosos para o Estado, mas (altamente) lucrativos para as empresas privadas que neles participavam.


Por ex., recordar este post de Junho de 2013:

“O documento [relatório produzido pela comissão de inquérito às PPP rodoviárias] caracteriza o programa de subconcessões como “um projecto rodoviário deficitário que compromete a capacidade da EP em assumir os seus encargos” e sublinha que “os responsáveis políticos à época [nomeadamente Mário Lino e Teixeira dos Santos] foram alertados para este aspecto e ainda assim decidiram avançar”.


“A EP pela voz do seu antigo presidente, Dr. Almerindo Marques, assumiu pressão directa do secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e Comunicações, Dr. Paulo Campos, e indirecta do Primeiro-Ministro, Engenheiro José Sócrates, com vista a realização de obra”, destaca.” 

(enfim, "infâmias"...)

 
Embora a nossa "diligente" comunicação social não tenha dado destaque a tal informação, neste outro post de Março de 2013, aqui se salientou outro dado relevante para perceber o enredo em torno do investimento público socrático: a forma como, em alguns casos, o Tribunal de Contas foi ludibriado pelo governo de então, para avançar com obras.



Resumindo:
Diversos investimentos classificados como ruinosos para o erário público, apenas avançaram por pressão dos membros do governo (cujo dever seria, precisamente, salvaguardar o interesse público...) que tutelavam os órgãos onde tais decisões foram tomadas. 
 
Pelo meio, e de forma a obterem a indispensável "luz verde" daquele organismo, os serviços tutelados por esses mesmos governantes ocultaram deliberadamente ao Tribunal de Contas informação financeira relevante, para que os projetos pudessem avançar no terreno. Casos houve, em que as obras avançaram mesmo sem existir o visto prévio daquele organismo, em flagrante violação da Lei.



Pergunto, olhando ao que foi a gestão de Sócrates e do seu governo, e assumindo que não estamos perante um fenómeno de corrupção, o que seria preciso além da informação anterior para condenar um gestor público por gestão danosa? 
 

Para finalizar, outra notícia sem qualquer conexão com as anteriores: 
 
 
 
 
 

21 novembro, 2014

Da relação entre “Vistos Gold”, Corrupção e o establishment da capital.


Voltamos ao caso dos “vistos gold” para assinalar algumas curiosidades da cobertura mediática sobre o assunto e sobre um outro aspecto, intimamente ligado com a corrupção em Portugal, mas tabu nos meios de comunicação social.

O primeiro aspecto, já aqui abordado, prende-se com a persistência na difusão da tese (ou “ideia implantada”): "os vistos gold fomentam a corrupção".


Não acham curioso que, entre tantos outros casos de corrupção, exista uma certa desculpabilização dos corruptores envolvidos neste caso e se veja, frequentemente, na comunicação social atirar
 “culpas” para o sistema de atribuição de vistos?
 
Atente-se neste extrato de noticia do DN:

“Fosse para agilizar a emissão de um visto gold ou para a renovação de um passaporte, durante quase um ano a PJ recolheu todo o tipo de pedidos feitos a Manuel Palos, o ex-diretor do SEF e arguido na Operação Labirinto.

As solicitações, ao que o DN apurou, tinham várias origens: há desde políticos a magistrados e outros altos quadros do Estado. A todos, segundo fonte judicial, Palos respondia "à portuguesa", isto é, agilizava. Durante o interrogatório, foi confrontado com um desses pedidos. Tratava-se de apressar vistos para dois investigadores da Fundação Champalimaud.”

"Coitado" do ex-diretor nacional, lendo esta peça jornalística, ele apenas tentava
“agilizar os processos”...

Como aqui no blog já referimos, em vez de espaço de reflexão e informação, a agenda mediática é o palco privilegiado da “guerrilha ideológica”. Neste caso em particular, como parece que os principais responsáveis já vêm do tempo do governo socialista (por ex., este “Sr. que agiliza processos” está à frente do SEF desde 2005, tendo sido nomeado para o cargo por António Costa) a cobertura mediática parece mais interessada - por ser esta a forma mais eficaz de atacar a imagem de psd e cds ("da direita"), junto da opinião pública - em centrar o ataque nos responsáveis políticos que criaram a figura dos vistos gold em vez dos corruptores. Indivíduos que ("para agilizar", note-se) “cobravam 10% por cada visto”!

Enfim, no mínimo é curioso como em alguns casos se “agilizam processos” enquanto noutros se pratica “tráfico de influências”…


Alguém, entre jornalistas e comentadores, estará genuinamente interessado em identificar as causas estruturais que estão na origem da corrupção em Portugal e que carecem de mudança?


Olhemos às entidades apanhadas na malha das investigações…

O Instituto de Registos e Notariado (IRN), tem a sua sede em Lisboa;

 
O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, tem a sua sede em Lisboa;

 
O Ministério da Administração Interna, , tem a sua sede em Lisboa;

 
A Secretária-geral do Ministério da Justiça, tem a sua sede em Lisboa;

 
O SIS tem a sua sede em Lisboa…

 
 
Até a C.M de Lisboa figura entre as instituições com ligação ao caso!

Hipótese de uma causa estrutural , efetivamente, facilitadora de corrupção:


Se não vivêssemos num país tão (vergonhosamente) centralizado. Se todos os responsáveis pelos organismos acima referidos não frequentassem o mesmo meio social, os mesmos restaurantes, etc.. Se, essas mesmas entidades – nomeadamente, as públicas – estivessem geograficamente distribuídas pelo país, tal dispersão e maior distância entre os diferentes intervenientes, não resultaria numa redução da óbvia promiscuidade e uma significativa atenuação da propensão para fenómenos de corrupção?

Pensemos ainda nos casos do BPN, BPP e BES, e a óbvia deficiência de regulação do Banco de Portugal, cujas sedes se encontram todas em… Lisboa!


Se, entre jornalistas e comentadores – fundamentais para a manutenção do estatuto do establishment da capital -, alguém estivesse genuinamente interessado em identificar as causas - nomeadamente, na estrutura administrativa do Estado - que originam a corrupção, já há muito se teria concluído:

O Centralismo, ancorado no poder legislativo e na burocracia, é um facilitador da Corrupção!

“A burocracia e a teia jurídico-legal, são a explicação e o alicerce de muitas destas estruturas pois, para além de meros formalismos legais, muitas não prestam nenhum serviço ou mais valia ao cidadão.”

Sob o argumento de um “maior controlo”, é criada nova legislação num qualquer sector. Essa legislação é o pretexto para a criação de mais um instituto público, uma empresa pública, agência, etc., nascem assim mais uns empregos qualificados e bem pagos... Claro, sempre criados em Lisboa, mas pagos com os impostos dos portugueses do resto do país!

Na prática, criou-se mais burocracia e mais um nível de decisão. Simultaneamente, surge um novo patamar de decisão suscetível de actos de corrupção …
 
Mas, pelas razões aqui regularmente abordadas, este tema é um dos maiores tabus da sociedade portuguesa.
 

 
P.S.: Daqui a aproximadamente 1 ano, talvez tenhamos a oportunidade de ver os comentadores e fazedores de opinião do costume, pronunciarem-se sobre a "reforma" impulsionada pelo governo de A. Costa neste domínio: a criação da nova "Agência para os assuntos da Imigração e Cidadania" - presidida por uma "personalidade de renome" - e um novo requisito legal de atribuição dos "Silver Visa" que, sem dúvida, serão um "passo em frente" no sentido de devolver transparência ao processo de atribuição de vistos! 

19 novembro, 2014

Ensaio sobre Gestão Pública Vs Privada – o exemplo do Douro.

 
Uma das melhores notícias dos últimos tempos, pelo impacto que a mesma tem ao nível da imagem do País, mas que passou relativamente despercebida…  

"O melhor vinho do mundo é português. Do Douro

O melhor vinho do mundo é português. Do Douro
O vinho do Porto Vintage Dow´s 2011, do grupo Symington, foi eleito esta sexta-feira o melhor vinho do ano pela revista norte-americana "Wine Spectator".
 
 
No top 10 dos melhores vinhos do mundo da revista há ainda mais dois vinhos do Douro, no 3.º e 4.º lugares: o Chryseia 2011 Douro DOC Prats & Symington e o Quinta do Vale Meão Douro 2011, ambos com 97 pontos.
..."






 
Entretanto, notícias do mesmo sector, mas sob gestão pública…

(Público, 8 de Novembro)

"Casa do Douro vai morrer e deixa como herança dívida de 167 milhões ao Estado

24 setembro, 2014

O ”povo esta a ser roubado!”, dizem os sindicalistas…

 Através deste post no (im)pertinências, tive conhecimento disto:

“Segundo os números divulgados pelo SOL, 10% dos 21 mil polícias são sindicalistas de 13 sindicatos - 13 diferentes - e faltaram o ano passado 23 mil dias por actividades sindicais.
 
600 dos 2.100 sindicalistas são dirigentes e cada um tem direito a 4 dias de folga por mês, os restantes 1.500 são delegados sindicais e podem ter 12 horas de folga por mês. As folgas não usadas acumulam-se como «créditos» para o mês seguinte.”


Como explicar o “desinteresse mediático” por autênticos
escândalos como este?! São notícias como esta que deveriam abrir os telejornais e gerar verdadeira indignação, pois estamos a falar de matérias que têm real impacto na vida dos cidadãos! 

 

No entanto, preferindo servir aos cidadãos outras realidades e perspetivas, o nosso jornalismo opta por não abrir telejornais com factos escandalosos como este, porque, como repetidamente aqui se denuncia, onde existe uma "força" a lutar contra o atual governo, lá estará a comunicação social a oferecer a sua solidariedade, empenhando-se na “guerrilha mediática” e zelando pela narrativa “anti reacionária”.

Convenhamos, se fosse dado o (merecido) destaque a esta notícia, a imagem dos sindicalistas do costume e os seus apelos contra um “governo que rouba o povo”, não ficaria lá muito favorecida...
 
 

Alguém já pensou quanto custará aos contribuintes, através dos seus impostos, aqueles 23 mil dias por atividades sindicais?!
 
E isto apenas no sector da polícia, como será no ensino, na saúde, na justiça, nos transportes…



 

03 setembro, 2014

Defina "regime democrático"...


1 Excerto de um qualquer discurso de encerramento da Festa do Avante...

"... que falem e nos digam o que pensam sobre as manobras de desestabilização e militarização em curso no continente latino-americano ou ainda sobre as continuadas ingerências, conspirações e ameaças presentes nesse continente e especialmente contra a Venezuela Bolivariana e contra Cuba Socialista a quem saudamos muito calorosamente afirmando deste comício que podem contar connosco.”


2 Entretanto, na Venezuela...

Venezuela limita compras em supermercados

"A ordem já está dada, através da superintendência de preços, para que se crie um sistema biométrico em todos os estabelecimentos e redes distribuidoras e comerciais da República", disse Maduro durante mensagem em rede nacional de rádio e TV.

O mecanismo utilizará leitores óticos de impressões digitais para reconhecer cada comprador de produtos básicos.”




3 Entretanto, em Portugal...

O secretário-geral do PCP acusa o Governo de ser “ilegítimo e fora da lei”


PCP: “Governo tornou-se num perigo para o regime democrático”




Felizmente, graças à nossa comunicação social, continuará a existir sempre um palco privilegiado para que estes Srs. possam explicar aos cidadãos quais são os regimes amigos do "povo" e dos "trabalhadores"...

 
Recordar este post:
 
"É impressionante como, em pleno Sec. XXI, na suposta era da informação, seja ainda possível conviver com tamanho irrealismo e cegueira ideológica. Repare, no que que toca a socialismo, só se conhecem dois tipos de países ou modelos de sociedade:

     - os fictícios ou utópicos: onde, apoiando-se na desigualdade existente em qualquer sociedade e instrumentalizando os mais desfavorecidos, se formula um modelo que funciona perfeitamente nos discursos e na retórica, garantindo - assim que se “embarque” no processo socializante - um país "igual e fraterno", uma sociedade com um futuro resplandecente, bem à medida de um conto de fadas;

     - os reais: correspondendo aos países e às sociedades, que efetivamente passaram por tal processo, e que apenas têm para oferecer pobreza generalizada, aumento de todo o tipo de desigualdades e assimetrias, violação dos direitos humanos, presos políticos, fome, etc. (ex-URSS, Cuba, China, Coreia do Norte, Albânia, Venezuela,…)."

 

27 julho, 2014

BPN Vs BES… Teixeira dos Santos Vs Teixeira dos Santos!?


Desde Novembro de 2008, foram inúmeras as ocasiões em que Teixeira dos Santos defendeu e/ou justificou a nacionalização do BPN, evocando o “risco sistémico” para a economia portuguesa.

Recordemos, por exemplo, as suas afirmações perante a comissão de inquérito parlamentar dedicada ao caso BPN (Maio de 2012): “O ex-ministro Teixeira dos Santos disse, esta terça-feira, que a falência do BPN teria levado a economia a afundar no mínimo quatro por cento e reiterou que, mesmo conhecendo todos os factos [por esta altura, o buraco já superava os 4.000 milhões de Euros… ], teria continuado a defender a nacionalização.”


De facto, a convicção do ex-ministro de Sócrates na teoria do “risco sistémico” era de tal forma definitiva que
 na mesma ocasião, afirmou: “Ainda perante os deputados, o responsável disse que, mesmo que em 2008 tivesse noção das reais imparidades do BPN e da duração prolongada da crise, teria continuado favorável à nacionalização do BPN devido ao impacto na economia do país.” 
Julho de 2014, implosão do Grupo Espírito Santo…
Atendendo à história recente, seria muito interessante escutar a opinião de T. Santos sobre a novela BES. Descubra as diferenças...

 

Nenhum órgão de comunicação social notou mas, terá existido comentário mais arrasador sobre o desempenho de Constâncio à frente do Banco de Portugal que esta afirmação de T.Santos?

Mas Teixeira "risco sistémico" dos Santos, não ficou por aqui...: "... "claro que isto é um caso que está devidamente confinado, que não há riscos de contágio", [deve-se] garantir que "a solução do caso é estritamente privada, isto é, que não haverá intervenção de dinheiros públicos".

Como é possível no caso BPN - cuja dimensão se traduzia numa cota de mercado de 2% -, fundamentar a opção de nacionalização quase exclusivamente no argumento de um suposto “risco sistémico” e defender que "não há riscos de contágio", perante uma situação que envolve uma instituição 10 X maior?!

 
O que justificará esta inversão de pensamento?! Será que Teixeira dos Santos foi raptado e substituído por um sósia?!
 

E, em plena "silly season", altura em que as notícias escasseiam, nenhum jornalista descortina nestas declarações, proferidas por uma personagem chave no caso (talvez) mais mediático dos últimos anos, tão óbvias contradições !? Ninguém revela interesse em tentar saber mais?! Como é possível esta falta de curiosidade e de interesse... 
 
No que à cobertura mediática do caso BPN diz respeito, o jornalismo português sempre se revelou muito mais interessado em relevar as ligações dos envolvidos na fraude ao PSD e “à direita”, do que propriamente em esclarecer e escrutinar o processo de nacionalização do banco decidido e executado pelos socialistas. 

Quem apenas vê telejornais, dificilmente perceberá: não foi por decisão de Oliveira e Costa e Dias Loureiro (que deviam estar na cadeia), que os prejuízos do BPN foram transferidos dos acionistas e clientes daquela instituição, para os contribuintes. Essa consequência decorre da decisão tomada pelo governo de Sócrates e (pelo menos assim nos fizeram crer...) Teixeira dos Santos.
 
No entanto, atendendo às mais recentes declarações de Teixeira dos Santos - e se elas revelam algo do seu pensamento sobre esta matéria -, dificilmente a decisão terá sido da sua iniciativa…

Porque foi nacionalizado o BPN!?

Tenho Fé que será o Juiz Carlos Alexandre a desvendar este mistério ...


PS 1: Ainda a propósito do "risco sistémico", recordar o que disse M. Cadilhe:
 
"Teixeira dos Santos e Constâncio "enganaram" portugueses ao justificar nacionalização com risco sistémico
Para Miguel Cadilhe, estes dois responsáveis não podiam ter invocado o argumento de que o BPN poderia provocar o colapso do sistema financeiro português quando o banco tinha uma quota de mercado de apenas dois por cento."

PS 2: Será que Sócrates (o animal feroz) teria dito "não" a Ricardo Salgado, como Passos Coelho fez, quando o DDT lhe foi pedir um empréstimo da CGD para salvar o GES!?

Será que com outros governantes e sob o discurso da "proteção da economia", os contribuintes não estariam já a comparticipar as perdas dos "Donos Disto Tudo"?...

 

19 julho, 2014

A "Lei da Rolha" não será, afinal, uma boa ideia?...



 
"A Ordem dos Médicos, sem deixar de cumprir todas as suas obrigações legais e convidando já o Ministério da Saúde para reatar o diálogo (estando disponível para o fazer ainda em Julho ou mesmo em Agosto) [nota, claramente, sugerida pelo jurista da Ordem... ], tal como tinha previamente anunciado vem apelar formalmente aos médicos, até indicação em contrário, que:

1. Informem directamente os seus doentes da gravidade e impacto negativo da actual política do Ministério da Saúde nos cuidados que lhes são prestados.

2. Continuem a denunciar à OM (em cada Secção Regional) todas as situações de deficiência, insuficiência ou pressão que possam pôr em risco a saúde dos doentes e o seu tratamento de acordo com as boas práticas médicas.

3. Recusem assinar todo e qualquer tipo de contratualização imposta, ainda para 2014 ou para 2015.

4. Cessem a participação em Grupos de Trabalho e recusem imediatamente toda e qualquer colaboração graciosa com o Ministério da Saúde, ACSS, ARS, DGS, Infarmed, Hospitais e ACES, incluindo as comissões de NOCs e Auditorias.

Só unidos [o povo!, unido! jamais...], os Médicos poderão preservar um futuro com Qualidade para medicina em Portugal.
 
Ordem dos Médicos, 18 de Julho de 2014"
 

Muito se falou sobre a "Lei da rolha"...
 
Por esta altura, para salvaguardar a (alguma) boa imagem que a medicina ainda tem, uma rolha à medida do Sr. Bastonário não deveria ser uma prioridade da classe?
 
 
Breve nota sobre a "Lei da Rolha" e/ou sobre a inimputabilidade mediática de algumas figuras:
 

 
Que diz que "Impedir médicos de falarem deve gerar "revolta nacional"", e que, ainda a propósito do mesmo código de ética,  invoca o "regresso à ditadura".
 
 
 
Quem serão os verdadeiros adeptos da "Lei da Rolha"?!
 
 

12 julho, 2014

O “elefante no meio da sala” que os profissionais da indignação nos media ignoram…

Recordar, antes, este post:

"O Tabu das assimetrias regionais em Portugal
Num País onde muito se fala sobre solidariedade - especialmente neste período mais recente, em que frequentemente se aponta aos países mais ricos (como a Alemanha) o facto de não ajudarem os mais pobres -, é curioso que o tema das disparidades regionais de riqueza em Portugal sejam quase um tema tabu.

 
Por exemplo, sabia que de acordo com dados do INE, na comparação entre regiões (NUTS III,) a região da Grande Lisboa revela um PIB per capita superior à média do país em mais de 60%?

E que, segundo o mesmo indicador de riqueza, um cidadão residente na capital mais do que triplica o valor do mesmo indicador relativamente a um compatriota da região do Tâmega?"
 
 
Entretanto, ontem na comunicação social (embora a notícia não tenha merecido a atenção dos media "mainstream" sedeados na capital...) era noticiado:

Tâmega e Sousa é quem mais contribui para a balança comercial do país.

"O presidente do Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa (CETS) disse hoje à Lusa que a região é a que mais contribui para a balança comercial do país.

Segundo Luís Miguel Ribeiro, aquele território destaca-se por apresentar a melhor
taxa de cobertura entre importações e exportações, superior a 240%.
 
O dirigente representa as empresas da região que lidera os indicadores nacionais de exportação nos setores de calçado, mobiliário, vinho verde e extração e transformação de granitos."


Face a este "Estado da Nação", ninguém na comunicação social se interroga: porque será que aqueles que mais riqueza produzem são, simultaneamente, os mais pobres?!

E não venham com aquelas tretas de "economês" acerca da exportação de produtos "de baixo valor incorporado", do baixo "índice tecnológico", etc.. 
 
Por um lado, os produtos atualmente exportados, já não são os mesmos de há 15 - 20 anos atrás.
 
Por outro - e esta é a questão de fundo - Portugal só regista estas disparidades de rendimento (recordar quadro acima do INE: um cidadão da Grande Lisboa tem o triplo do rendimento do Tâmega), em virtude da apropriação, via saque fiscal, de uma significativa parte dos rendimentos de pessoas e empresas das regiões onde, efetivamente, se produz riqueza, para depois "redistribuir", alimentar, esse monstro que é a estrutura do Estado e cuja organização administrativa se concentra essencialmente em Lisboa.
 
 
Sob o pretexto de "reduzir a despesa", quantas escolas, centros de saúde, tribunais terão sido encerrados no período recente na Região do Tâmega, tendo essa "poupança" servido apenas para continuar a sustentar os empregos dos burocratas do estado central num qualquer serviço entre ministérios, secretarias de estado, direções gerais, secretarias gerais, institutos e empresas públicas, observatórios, comissões, fundações, inspeções gerais, gabinetes de estudos, etc..?
  
 
Interrogam-se porque se fala, há anos, na importância de uma "Reforma do Estado" e ela não acontece?... 
 


08 janeiro, 2014

O estranho caso da pantera negra e dos dois animais políticos…


Costuma dizer-se que é nos tempos mais difíceis, na adversidade, que se conhecem os amigos.

Não se trata aqui de laços de amizade mas, curiosamente, entre as inúmeras reações na sequência da morte de Eusébio, dois casos sobressaíram por, de alguma forma, virem expor a natureza e a verdadeira essência das respectivas personagens.

Depois de ontem muito se ter falado das declaraçoes de Soares, hoje é a vez de Sócrates… (post de F. Duarte de Carvalho)

20140107

"Eusébio e Sócrates

Que Eusébio não fosse um pensador, como disse esse pensador Mário Soares, é uma opinião. Agora, em relação aos factos, temos um problema quando ouvimos Sócrates, outro pensador. Ele diz que se lembra de caminhar para a escola a ouvir os golos de Eusébio. E diz que isto foi num  momento muito específico: durante o célebre jogo do Mundial de 1966 contra a Coreia do Norte.
Ora, várias questões se levantam quando um político fala e pensa. Daí que o trabalho dos jornalistas seja o de verificar a veracidade dos factos. Não é dizer que ele mente ou que se engana nos factos. Mas, trata-se de pensar naquilo que ele diz.
Assim, Sócrates diz, por outras palavras, que, no sábado, dia 23 de Julho de 1966, pelas 15 horas - data e hora do jogo entre Portugal e a Coreia do Norte -, ele foi à escola. E era Verão, quando muita gente já estaria de férias. Ele tinha então 8 anos, portanto, é possível que a memória não seja bem esta.
Mas, agora, pensem noutras coisas que um político diz e garante serem verdade. Por isso, olhem e observem - não basta olhar apenas - para os movimentos do corpo e as palavras... http://youtu.be/rbPamN_o1F0"
 
No caso de Soares e relativamente as polemicas declaraçoes por si proferidas, ja se tinha constatado o "desinteresse" dos media de grande audiencia - nomeadamente, os telejornais das 20h. Com este episodio de Socrates, verifica-se a mesma "inexistencia". O caso, alias, apenas parece "existir" no mundo dos blogs...
Se ao menos fosse o Relvas... isso sim, seria caso para as manchetes e aberturas de telejornal.
 
"Notícias, manifestações, factos, etc., ora são silenciados, ora são amplificados, de acordo com o critério jornalístico. Não se discutem os assuntos pela sua substância, sendo antes tratados como instrumentos para atingir um objectivo predeterminado, invariavelmente, alinhado com o pensamento e corrente ideológica reinante nas redacções....
"





27 setembro, 2013

"Portugal que vive à mesa do Orçamento de Estado" Vs “Portugal Silencioso”



Esta notícia, apesar de passar praticamente despercebida na agenda mediática, encerra em si, aquele que é o maior problema e o principal desafio que se coloca a Portugal: a reforma do regime Centralista.

Não se trata apenas da burocracia e do labirinto jurídico (erigido ao longo de anos), que progressivamente (quando, obviamente, deveria ser o inverso), foi transformando os cidadãos em servidores das entidades públicas.
 
Não se trata apenas dos custos e da ineficiência gerada por centenas (milhares?) de anónimos organismos - quantos, bem instalados em obscuros gabinetes na capital... -, que, sem qualquer conhecimento do "terreno", vão ditando decisões que condicionam o dia-a-dia de milhões de cidadãos, suportados na "infalível ciência" dos seus papeis.
 
Para além desse pântano que é a (mega)estrutura do Estado, temos ainda de sustentar as clientelas, os "amigos" de ocasião, verdadeiros parasitas que se foram instalando à sombra do Estado Central… 
 


“A Parque Escolar já gastou 5,2 milhões de euros este ano, 780 mil dos quais só em patrocínio judiciário de quatro sociedades de advogados.
…
O patrocínio judiciário foi a terceira rubrica que mais encargos representou no período em análise. Os quatro ajustes directos de 195 mil euros cada um foram repartidos pelas sociedades de advogados Rui Pena, Arnaut & Associados; Campos Ferreira, Sá Carneiro & Associados; Morais Leitão, Galvão Telles, Soares da Silva & Associados; e Nobre Guedes, Mota Soares & Associados.”



A propósito, recordar este post de Maio de 2013:

“…Por um lado, o modelo de sociedade representado por um grupo bem instalado em “Lesboa”, conquistado na sombra da monstruosa estrutura do Estado e dos milhares e milhares de empregos sustentados pela burocracia. À custa desta estrutura - sustentada com os impostos de TODOS os portugueses -, cresceu uma economia "pseudo- privada": um sector de serviços ancorado nos gabinetes de "grandes" advogados & seus pareceres, nos escritórios da banca e das consultoras internacionais, das administrações das empresas públicas e das ex-públicas (edp, pt, galp...) que, mesmo anos depois da sua privatização, contaram com as benesses e os monopólios que a proximidade com o poder lhes garantiu (e garante).
O "outro" modelo é representado, nas palavras de Daniel Deusdado, pelas "dezenas de milhares de trabalhadores e algumas centenas de empresários e diretores comerciais de mala na mão por este mundo fora" que, apesar de um Estado ladrão, que ao longo dos anos foi retirando, saqueando, pela via fiscal (impostos) ou pela sua incompetente gestão (mercado da electricidade, combustíveis, scuts...), uma fatia cada vez maior do fruto do seu trabalho enquanto criou obstáculos adicionais à sua competitividade, para sustentar a estrutura desmesurado e voraz do Estado..."
 
 
 

22 agosto, 2013

A Reforma de Estado Invisível...


Se, ainda há dias, aqui se criticava o governo por isto, agora há que realçar que este é "o caminho" e que, apesar de tudo, nenhum governo fez tanto pela redução / racionalização da estrutura do Estado.


 
 
"O Executivo vai extinguir o Instituto Financeiro para o Desenvolvimento Regional, o Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu e o Observatório do QREN, uma decisão que, de acordo o comunicado do Conselho de Ministros, visa «uma maior racionalidade na despesa e o aumento da eficácia na gestão dos fundos»."

Se apenas ficarmos pelo que a comunicação social destaca, ficaremos com a ideia que a redução da despesa pública foi feita exclusivamente à custa de cortes nos salários e pensões da função pública. No entanto, essas medidas representam um pouco mais de 3.000 M€ e a despesa pública caiu cerca de 12.000 milhões de Euros entre 2010 e 2013… 

Fazendo uma simples pesquisa no Google, será possível encontrar diversas notícias que foram passando despercebidas pois não abrem telejornais nem mereceram capas de jornais.

Redução de 50% das direcções da RTP: Um dos maiores problemas da estrutura do estado são os lugares de chefia e direcção. Em muitos casos criados para colocar o amigo, o famoso “boy”.

Redução de 75% das empresas do Grupo Águas de Portugal. Considerando que que cada empresa tem um conselho de administração de 5 elementos, estamos a falar de uma considerável redução de "boys"…

A redução / extinção de Fundações… “...das 423 fundações identificadas, 98 mantêm a actual relação com o Estado. Das restantes, 132 vão ver alterado o seu financiamento, perdendo total ou parcialmente os apoios públicos, enquanto que 193 - que não responderam ao censo feito no ano passado - deixam de contar com as transferências do Orçamento do Estado." 

Cargos dirigentes das entidades de turismo reduzidos de 45 para 10: "Com a nova lei, as entidades de turismo ficam sujeitas a novas regras: os cargos de dirigentes remunerados são reduzidos de 45 para 10, e cada entidade não poderá ter mais de seis cargos intermédios remunerados."
"Além das economias em salários com o novo regime, há margem para cortar gorduras e desperdícios de forma significativa. As entidades eram estruturas pesadas, ocupavam mais de 100 imóveis e tinham 70 viaturas ao seu serviço"."

Recordar ainda os Governos Civis, as Freguesias, redução da despesa com medicamentos (Estado e Cidadãos), as chefias miltares... não admira que haja muita gente descontente por aí!