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12 maio, 2015

Se Cavaco fosse de enviar sms intimidatórios a jornalistas, seria um político mais popular entre as redações da capital?

 

Nas últimas semanas, tornou-se evidente uma das linhas mestras da estratégia política definida por Costa: malhar em Cavaco Silva e capitalizar votos à custa da “má imprensa” que rodeia o ainda PR. 
Mas esta nova estratégia socialista, como em tantas outras situações, apoia-se em dois sólidos pilares: a falta de memória dos portugueses e a cumplicidade dos media para não fazer perguntas incómodas que desmontem a narrativa da ocasião.


Já todos esqueceram que, em Julho de 2013, Cavaco Silva colocou nas mãos do PS a possibilidade de realização de eleições em Setembro de 2014? Pena que nenhum jornalista se recorde disso e coloque a Costa a questão “Não foi um erro o PS ter recusado essa proposta?”


Foi o PS de Seguro - correção, o PS de Soares, Almeida Santos, César, etc.. – e a rejeição do célebre acordo com a maioria psd/cds, que afastou o cenário de eleições antecipadas em Portugal. Foi há menos de 2 anos.


Suspeitou-se então e percebeu-se mais tarde, os “donos do PS” nunca deixariam Seguro chegar a PM por ser um “corpo estranho” (outra circunstância que nunca despertou a curiosidade das redações…) aos legítimos donos da república socialista portuguesa.



Um socialista é sempre uma vítima dos malfeitores da “direita”…

Para finalizar, os mesmos que não quiseram a via para eleições antecipadas - num período que lhes seria bem mais favorável -, ainda têm a lata de acusar quem lhes deu essa possibilidade de “esticarem uma legislatura”, insinuando a existência de motivos obscuros que “alguém um dia perceberá” mesmo quando esse ato eleitoral se vai realizar dentro do período previsto na lei e há semelhança de muitas outras legislativas no passado.


Num país civilizado, em vez de colaborar, uma comunicação social "a sério" estaria a desmascarar estes estratagemas manhosos. Por alguma razão, não saímos da cauda da Europa… (para já, valha-nos a Grécia!)




PS 1: Se, em vez de alguns meses, Cavaco Silva tivesse mais tempo de mandato pela frente, Costa nunca assumiria semelhante ataque (atitude, diga-se, tipicamente portuguesa… é “de homem” só afrontar alguém quando se tem a certeza que o seu poder está perto do fim).   

PS 2: Ao contrário do que possa parecer, não sou especial fã de Cavaco. Um doa maiores responsáveis pelo
regime centralista que por cá vigora.
 
 

19 março, 2015

Lista VIP e a rendição à tirania mediática.

 
Anda tudo indignadíssimo com a “lista VIP” de contribuintes. Aqui e acolá, ouço jornalistas e comentadores dizerem que os cidadãos não aceitam que existam contribuintes de 1ª e contribuintes de 2ª. Que esta polémica veio abalar a confiança dos portugueses no Fisco…
É mais um caso de ideia implantada.
Vejamos, o caso começou na sequência da seguinte constatação: funcionários do fisco, por mera curiosidade andavam a bisbilhotar a informação fiscal de alguns contribuintes. Pessoalmente, tomar conhecimento que isto pode acontecer com total leviandade, é que abala a minha confiança no fisco...
Mas parece que isto não preocupou ninguém. Aliás, é delicioso verificar que até a comissão nacionalde proteção de dados se manteve sossegada perante este assunto – o sigilo e a reserva da informação fiscal dos portugueses não estava em causa, presume-se -, mesmo com declarações públicas do presidente do sindicato afirmando “…que é uma prática comum os funcionários consultarem as informações fiscais dos contribuintes quando há sinais exteriores de património acima da média” – já agora, qual é a média?...
Caro cidadão, não pense pela sua cabeça, deixe que os jornalistas o façam por si!
Por favor, ponham o mais rapidamente possível, Costa no lugar de PM para que este clima de histeria e constante polémica na comunicação social cesse. O meu sistema nervoso já não aguenta…
Estivesse o PS no governo e, não tenho dúvidas, assistiríamos a um enquadramento e discussão mediática completamente distinto. O drive da indignação seria algo do género:
 
Como é possível que os cidadãos estejam à mercê do voyeurismo dos trabalhadores dos impostos?!
 
Como é possível que o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Impostos se ache acima do direito constitucional dos portugueses à reserva e sigilo da sua informação fiscal?!

 
No plano mediático, bem longe do clima de histerismo e indignação atuais, assistiríamos à abertura de telejornais  dando conta aos portugueses que o governo socialista estava atento à situação e que estava já a preparar medidas no sentido de estabelecer um controlo mais apertado à possibilidade de acesso indevido à informação fiscal dos cidadãos…    
 
 

22 fevereiro, 2015

Grécia - Com Jornalismo assim, quem precisa de Censura?!


Observei com atenção, desde a noite de 6ª feira ,a cobertura mediática sobre o acordo alcançado na última reunião do Eurogrupo. Em resumo, um cidadão que forme a sua opinião essencialmente pelo que vê nos telejornais, dificilmente reterá algo diferente das seguintes ideias chave:

- O acordo foi uma vitória para o Syriza;

- O Governo português tentou obstaculizar esse acordo. Ou seja, de alguma forma, este acordo constitui uma derrota para Passos Coelho.

 - A posição do Governo português é vergonhosa pois “são mais alemães que os alemães”.


 

Considerando a missão de informar com rigor, serão estas as ideias que melhor traduzem o que se passou ou apenas refletem e confirmam o fascínio do nosso jornalismo pela esquerda radical?


Recordemos a posição inicial – as exigências, será o termo mais adequado - dos gregos e o que foi acordado na noite de 6ªfeira:

Renegociação da dívida vai avançar? Parece que não consta do acordo a realização da “Conferência sobre a dívida”, aliás, parece que os gregos planeiam pagar a totalidade da mesma.

Medidas como o aumento do salário mínimo e a readmissão de funcionários públicos também não saíram dos anúncios. No “mundo real”, os gregos comprometeram-se a “a não recuar nas medidas de austeridade em curso, ou a tomar decisões sobre politicas e reformas estruturais, sem consultar as instituições europeias”

Ainda no início da semana, Tsipras garantia que não existiria pedido de extensão do programa “nem com uma pistola encostada à cabeça!”. O pedido de extensão seguiu na 5ª feira seguinte…

 

Ou seja, os atuais representantes gregos recuaram em praticamente tudo! As únicas vitórias do Syriza foram a substituição de palavras como “austeridade” e” troika”, por, “reformas” e “instituições”, respetivamente.


Embaraço, vergonha, indignidade e contos de crianças…

Pessoalmente, sinto vergonha e embaraço, mas de viver num país onde a comunicação social alinha com os delírios da esquerda radical, manipulando e insultando a inteligência dos cidadãos enquanto faz propaganda de uma mensagem completamente desfasada da realidade.

Até uma criança percebe que, se alguém recuou neste acordo, se a posição de alguém foi derrotada, foi a posição assumida pelo Syriza…


Uma mentira mil vezes repetida, transforma-se em verdade…

 Logo que o Syriza tomou posse e anunciou as suas prioridades, Passo Coelho referiu-se a elas desta forma:

"É sabido que o programa do partido que ganhou as eleições é difícil de ser conciliado com aquilo que são as regras europeias. O meu desejo é que seja possível conciliar, porque nós reconhecemos o enorme esforço que os gregos fizeram e esperamos que a Grécia se possa manter como um parceiro europeu da mesma moeda e da União Europeia. É esse o meu voto sincero",

Acrescentou, sobre os compromissos europeus em termos de controlo orçamental que o Governo grego "exerça nas suas competências tudo o que está ao seu alcance para conciliar as necessidades de crescimento que a Grécia tem com a necessidade também de cumprir as regras - que são regras que não foram desenhadas especialmente para a Grécia, são regras que são válidas para todos os países europeus".
Sem essas regras, a Europa desintegra-se", excluindo a via do seu incumprimento: "Isso não existe. Se existisse, não havia nenhum Governo que não seguisse esse caminho. Esse caminho não está disponível para a Grécia, como não está disponível para nenhum outro".

E concluiu, apelidando de "conto de crianças" a ideia de que "é possível que um país, por exemplo, não queira assumir os seus compromissos, não pagar as suas dívidas, querer aumentar os salários, baixar os impostos e ainda ter a obrigação de os seus parceiros garantirem o financiamento sem contrapartidas". 
Destas declarações, passou a ver-se sistematicamente repetido na agenda mediática com a distorção e o desdém habitual (nada do que PPC diz tem credibilidade ou consistência…), a seguinte ideia: Passos afirma que programa do Syriza é um “conto de crianças”.


Vejamos, entre Passos Coelho e os que defendem que “é o Syriza quem defende os interesses dos portugueses” e considerando o conteúdo do acordo alcançado no Eurogrupo, quem terá razão e quem será que defende uma posição “fora da realidade” ou de "conto de crianças"?...


A comunicação social é a verdadeira oposição. Como é possível que os delírios da esquerda radical e a posição política de uma pequena percentagem de portugueses, seja a que domina a narrativa mediática?!

Pessoalmente, não tenho dúvidas: Esta comunicação social não é um conto de crianças, é um autêntico conto do vigário!
 


 
P.S.: Este post foi escrito no Domingo à tarde e reporta-se ao tratamento informativo que pude observar nos telejornais entre a noite de 6ªfeira e o almoço de Domingo. Só na noite de Domingo, vi um tratamento jornalístico mais equilibrado, onde passaram a ser referidas as cedências e recuos dos gregos...   

22 agosto, 2014

Vencimentos dos médicos, o que é Realidade e o que é Narrativa?

 
Nota introdutória: este post não visa a "classe dos médicos", mas a cobertura mediática que tem sido dada ao assunto nos últimos dias.

O sector da saúde, tem sido um dos mais afetados na "era pós-troika". E, dentro deste sector um grupo em especial – os médicos – tem vindo a perder muitos dos privilégios que usufruía… Este facto, aliado ao perfil do atual bastonário (ideologicamente mais radical que os próprios sindicatos do sector), determina um clima de constante guerrilha contra o Ministério de Saúde e, por arrasto, o atual Governo.

Ora, onde existe uma "força" a lutar contra o governo "reacionário de direita", já se sabe, a solidariedade de uma boa parte da comunicação social não poderia deixar de comparecer na luta… Assim, nos últimos dias, temos assistido a uma verdadeira cruzada na imprensa que nos tem dado conta da vida precária dos médicos fruto, claro está, das "maldades" deste governo.

O Jornal I, apresenta hoje esta peça "Quanto ganham os médicos no SNS?" que pretende caracterizar o que são as condições remuneratórias dos médicos. Desenganem-se aqueles que pensavam que os médicos tinham ordenados chorudos! De acordo com a peça que recorre a 10 "casos reais", o ordenado médio líquido de um médico rondará os 1.500 € / mês.

Enfim, gosto de ver peças jornalísticas que recorrem a casos reais para retratar uma qualquer situação, mas duvido que os elementos utilizados na peça retratem fielmente o que quer que seja e fica a dúvida se a peça - em vez de informar - não visa apenas "fazer opinião" (pré-médicos & anti-governo).

Uma breve pesquisa na net para tentar saber "quanto ganham os Médicos no SNS", fez-me chegar a esta notícia acerca do "Balanço Social do Ministério da Saúde em 2012". Dela, embora não constem informações específicas sobre os médicos, permite a constatação de alguns dados sobre os encargos / custos com o pessoal no sector, dados que pode ser úteis para uma breve reflexão sobre o tema.

Eis alguns informações:

"Ministério tem mais de 126 mil funcionários

[…]

Os encargos com pessoal baixaram de 3.332.546.492 euros, em 2011, para 2.871.830.528 euros, no ano passado [2012].

Os suplementos remuneratórios também baixaram de 601.066.218 euros para 551.105.171 euros."



Ora, com base nestes dados e a preciosa ajuda da matemática (matemática, talvez uma das principais razões que levou tantos estudantes a enveredar pela comunicação social…), rapidamente chegamos a um encargo médio por trabalhador de 27.166 € / ano = 1940 € / mês (valor ilíquido, considerando 14 meses).

Note-se, que este valor de vencimento mensal médio dos 126.000 funcionários do Ministério da Saúde, não é muito distante do vencimento médio de um médico, apontado na peça do Jornal I.

Ainda de acordo com o mesmo relatório: "Em relação às carreiras, os enfermeiros representam cerca de um terço dos trabalhadores do Ministério da Saúde, seguidos dos assistentes operacionais (21,4%) e os médicos (19,3%)."
Estas 3 classes totalizam cerca de 75% dos funcionários do Ministério. Deduz-se que os restantes seja funcionários, por ex., funcionários administrativos.

Considerando os dados extraídos deste relatório e as conclusões apontadas pela peça do Jornal I, pergunta-se: Será que os médicos auferem sensivelmente os mesmos vencimentos que as restantes categorias (assistentes operacionais, administrativos, enfermeiros...)?!
 

Serão os médicos os novos pobres?
Desconheço o que se passa no sector da saúde. Os dados acima referidos resultam apenas dos meus conhecimentos de matemática e poderão ter muitas leituras e falta de rigor. No entanto, as notícias que vou lendo nos jornais são ainda menos rigorosas!

Com certeza muitos médicos terão razão de queixa das políticas seguidas e é obrigação dos governantes tomar as decisões que resolvam os problemas existentes, eliminando eventuais injustiças e salvaguardando - note-se -, os interesses dos cidadãos e... contribuintes.
 
Nota: não duvido que as maiores injustiças possam ser encontradas - como em muitas outras áreas - entre os médicos que estão agora a aceder à carreira e a geração dos "direitos adquiridos", mas isso é tema que não interessa aos jornalistas e redações... 
 
Mas não podemos aceitar acriticamente esta campanha da comunicação social que visa apenas contribuir para o clima de "guerrilha mediática" instalado entre médicos e governo. Esta campanha, que pretende apresentar na praça pública a classe médica como o "cordeiro a ser sacrificado" às mãos do ministro Paulo Macedo, só prejudica a tentativa de chegar a um desfecho adequado e uma solução equilibrada para os diferentes interesses em jogo (corporativos Vs bem comum).

Para finalizar. Todos nós conhecemos médicos e, usando de algum bom senso e observação do que nos rodeia, podemos constatar através de alguns sinais (o carro, a sua casa, etc.*) que algo "não bate certo" entre a ideia que estas peças jornalísticas nos pretendem oferecer e a realidade. 

Srs. Jornalistas, "isto" não é informação, é doutrinação pura!
 

* nada contra, foram alcançados através de estudo e trabalho.

07 julho, 2014

Parem de destruir o Serviço Nacional de Saúde!




Uma observação a propósito da indignação da “classe médica” veiculada por sindicatos e respetiva Ordem (por estes dias, convertida no verdadeiro sindicato dos sindicatos):

Se, para a generalidade dos trabalhadores e comuns mortais, é uma questão de bom senso sofrer um corte num “subsídio de assiduidade” (já de si um conceito interessante...) quando se falta ao trabalho, temos de entender a especificidade deste sector e, nomeadamente, alguns “direitos” adquiridos…




Obviamente, este post é provocatório. Acredito que a larga maioria dos médicos são bons profissionais. No entanto, dado o número e a dimensão das fraudes ao SNS com o envolvimento sistemático de médicos - detetadas, curiosamente (ou talvez não...), desde que Paulo Macedo assumiu funções de Ministro - é estranho nunca ouvirmos uma posição da Ordem e / ou dos Sindicatos em relação a esses casos.

Apenas reclamar dos "cortes" do ministério, mas nada fazer para travar as fraudes que ascendem a centenas de milhões de euros, revela preocupação com a população em geral ou apenas com a sua corporação?  

Basta fazer a seguinte experiência: ir ao google e pesquisar: "sns fraude médicos".


24 fevereiro, 2014

Qual será a distância entre a “versão mediática” e a Realidade?


Várias vezes aqui no blog se questionou a adesão à realidade do que é noticiado, especialmente, nos media de grande audiência (por exemplo aqui ”O País dos telejornais das 20h, será o País Real?”, ou aqui “O “wishful thinking” das redacções VS o País Real”).

Desta vez chamamos a atenção para a cobertura mediática do caso dos Estaleiros de Viana ("polémica"que também já tinha sido focada neste post).

Durante semanas, fomos bombardeados com reportagens diárias nos telejornais que nos davam conta da “luta dos trabalhadores” contra a concessão daquela empresa. Inúmeras vezes, partilhei uma refeição com o Sr. Arménio da CGTP e um outro Sr. com ar ainda mais zangado (de 0 a 10, ele será um 8. Um 10, já agora, é o Daniel Oliveira) que sistematicamente eram identificados nesses peças jornalísticas como sendo os “representantes dos trabalhadores”.

E o que, repetidamente e de forma peremptória, nos diziam esses representantes? Os trabalhadores são contra as rescisões!



Entretanto, o caso deixou de abrir telejornais e este fim de semana, vários órgãos de informação noticiavam:


Ou seja, 98% dos trabalhadores aceitaram a proposta ... este detalhe também é interessante:

“11 funcionários não aderiram ao acordo. A tutela acrescenta que dos sete elementos da comissão de trabalhadores cinco aderiram à proposta.”


Entre o cenário que os telejornais nos apresentaram e este desfecho, não há aqui nada de estranho?! De outra forma, qual será a distância entre a “versão mediática” e a Realidade?

Pergunto: será que aqueles sindicalistas, tal como os srs. jornalistas nos informaram, representavam efetivamente a vontade da maioria dos trabalhadores? 

Será que não existiam outras correntes entre as centenas de trabalhadores,  que o critério jornalístico, simplesmente, optou por ignorar?


Concluindo:


"O espaço mediático atual, será o espelho da sociedade portuguesa e traduzirá de forma isenta as diferentes correntes e sensibilidades existentes? Ou será que esse espaço, negligenciando a missão de informar de forma isenta e, não raras vezes, menosprezando até o pensamento e as convicções da maioria, empenha-se, suportado nas convicções de uma minoria alinhada com o “wishfull thinking” do jornalismo militante, num exercício diário de doutrinação da “população” com os seus próprios valores?"

26 dezembro, 2013

A "realidade" mediática será Real?...


(uma breve interrupção no queijo da serra e pão de ló, para) Via Espectador interessado, partilhar mais uma evidência da escola de manipulação do jornalismo militante.


"Da intemporalidade da mistificação e frequente conivência dos media

No Figaro: A l'écran, le leader du parti de gauche semblait entouré d'une foule compacte de manifestants. La réalité est tout autre. (Tradução: "No écran, o líder do partido de esquerda [Jean-Luc Mélenchon] parecia envolto por uma multidão compacta de manifestantes. A realidade é [era] bem diferente"). Agradeçamos ao jornalista holandês Stefan de Vries a evidência fotográfica que proporcionou e que permitiu, por esta vez, recusar a "verdade a que temos direito".

Fotografia retirada daqui


 
Realmente, "há imagens que valem por 1000 palavras" 
 
Lá, como cá... (na linha disto, disto, disto...e mais disto.)
 
Boas Festas!
(srs. jornalistas incluídos...)