12 março, 2013

11 de Março de 2013 - Notícias da realidade paralela socialista…


Em consequência das grandiosas manifestações na capital, o Governo "fassista" de Passos & Gaspar caiu, tendo-se formado um governo “de esquerda” suportado na “vontade do povo”.

Imediatamente, graças ao fim da "austeridade custe-o-que-custar", começam a surgir notícias que trazem consigo a esperança e a confiança, em dias mais risonhos para os portugueses...
(em fundo, um cantor de intervenção trauteia... ♩♫ tiri♪rii, ♪ tiririri ♫ ruru ♪...)…
 

Eis as notícias que dominaram o alinhamento dos telejornais na última semana:

- Os portugueses parecem dar sinais que o pior da crise já lá vai!
"A BTL – Feira Internacional de Turismo, encerra hoje as portas superando todas as expectativas de público, devendo ter ultrapassado os 65 mil visitantes do ano passado.
...

... esses sinais também se manifestam na subida das vendas a retalho. Portugal foi o País onde as vendas mais cresceram na Europa! (... ♩♫ tiri...)
"As vendas no retalho recuperaram na zona euro em Janeiro, relativamente ao mês de Dezembro. O maior crescimento mensal pertenceu mesmo a Portugal com uma subida mensal de 4,2%, segundo dados divulgados hoje pelo Eurostat."

... camarada cidadão, há mais!
"Os portugueses gastaram 113 milhões de euros em telecomunicações no final do ano passado, um aumento de 21,7% em relação ao mesmo trimestre de 2011"

Noutra frente, este Governo que "governa para o Povo", veio finalmente reduzir ou acabar com as vergonhosas transferências de dinheiro dos cidadãos para as Fundações "dos amigos" e das benesses para "os do costume"! (♪... tiririri ♫ ruru ♪...
 
Para terminar, camaradas, a prova que o "grande capital" e os "senhores da especulação financeira mundial", começam a recuar perante um governo que pratica uma política "de esquerda"... sem dúvida as "suas pernas começam a tremer"!
"Segundo anunciou hoje em comunicado, a Standard & Poors passou a perspetiva de classificação da solvabilidade a longo-prazo de Portugal de "negativa" para "estável"."
 
 
O Povo português, com o fim das políticas de direita, pode, finalmente, voltar a acreditar! Jornalistas e redacções, finalmente, voltam a ter boas notícias para dar aos portugueses ....

(... ♩♫ tiri♪rii, ♪ tiririri ♫ ruru ♪...)
  

08 março, 2013

Dos filhos e enteados da comunicação social: Chavez

 
Como seria de esperar, a morte de Chavez despoletou grande interesse na comunicação social. Como seria de esperar também, o jornalismo militante dedicou-se ao "embalsamento" de mais um líder socialista...
 
 
 
Mas, nisto da militância esquerdista, o Público consegue sempre estar na vanguarda:




Hugo Chávez revolucionou a política venezuelana, expulsou empresas estrangeiras, nacionalizou outras, recuperou o poder sobre o petróleo e usou-o para criar riqueza — construiu escolas, hospitais, infra-estruturas. Era um defensor dos pobres e da soberania, diziam os que gostavam dele. 

Será que estes destaques da imprensa e o tom das reportagens que têm passado nos telejornais, traduzem a descrição mais fiel do que foi Hugo Chavez?...

A Venezuela é um país detentor de grandes riquezas naturais e uma das bandeiras de Chavez era fazer chegar aos mais desfavorecidos essa riqueza. Aparentemente, cumpriu alguma coisa dessa promessa mas, como aqui se demonstra, a evolução dos níveis de pobreza sob a governação de Chavez, enquadra-se nas taxas verificadas naquela região do globo (sendo que alguns dos outros países não estão sentados em jazidas de petróleo e gás, como sucede com a afortunada Venezuela… ).
 
Ou seja, Chavez, apesar de ter mais recursos à disposição, fez o mesmo que outros políticos em termos de redução de pobreza. 


Outro aspecto que o jornalismo militante não vê interesse em explorar, relaciona-se com a herança do “Chavismo”. Que perspectivas para o futuro da Venezuela? Será que o seu legado, designadamente, um tecido económico que foi  transferido das (maléficas) multinacionais para as mãos de meia dúzia de camaradas de Chavez (vulgo, nacionalizações), assegura à população venezuelana um futuro sustentado?
 
Os próximos tempos o dirão, mas palpita-me desgraça…  claro que, nessa altura, a esquerdalha das redacções ainda vai dizer que “no tempo de Chavez é que era bom”, como se o futuro não fosse resultado das opções do presente (e o presente, como a crise que Portugal hoje atravessa, não tivesse origens nas opções tomadas no passado...).

Outra questão ignorada pela comunicação social portuguesa, prende-se com a sua própria fortuna pessoal, o óbvio enriquecimento dos grupos que lhe são (eram) próximos e, especialmente, as relações com a família Castro e o regime Cubano.

Assim, daqui, ficamos algumas coisas que nos deixam a pensar...

““se cree que varios grupos criminales bolivarianos, entroncados en el gobierno de Hugo Chavez”, habrían “esquilmado en torno a 100.000 millones del casi un billón de dólares de ingresos procedentes del petróleo de PDVSA, generados desde 1999”.”

“La fortuna personal de los hermanos Castro, combinada, “se ha estimado que alcanza fácilmente los 2.000 millones de dólares”. Asimismo, “la familia Chavez Frias “ha amasado una fortuna similar desde la llegada de Chavez a la presidencia, en 1999”.

Como era a principal bandeira de Chavez?!... Ah! Impedir que o grande capital se apropriasse das riquezas naturais da Venezuela para a fazer chegar aos mais pobres…

E uma pergunta aos nossos queridos jornalistas: o que distingue um Chavez de um Eduardo dos Santos, por exemplo?


 
 

07 março, 2013

W. T. F. ?!?!?

O Otelo sempre avançou com o golpe de Estado!!!

 
 
 

 
 ...keep calm!
 
Afinal "diz que é" uma campanha publicitária de um operador de telecomunicações...:)
 
 

05 março, 2013

O Jornalismo do Público... (ou será catecismo?)

 
 

 "Desde então [falência Lehman Brothers], Portugal esvaziou-se, são cada vez menos os que nascem e cada vez mais os que partem"

 
Definitivamente, o Público deixou de querer fazer jornalismo, preferindo antes a via do catecismo  e pregação da doutrina ideológica. Vejamos, que mensagem pretende o jornalismo militante, através desta capa, passar aos leitores?

Em 1º lugar, esta crise não se deve a qualquer erro ou responsabilidade dos portuguesesNão! A “culpa” não é das políticas seguidas pelos governantes em quem os portugueses votaram nas últimas décadas, a culpa é dos “maléficos” mercados, do “grande capital”…

Inclusivamente, graças a esta capa, ficamos a conhecer novos dados históricos e sociológicos do nosso País. Existiam algumas ideias preconcebidas relativamente à evolução da taxa de natalidade, nomeadamente, que a quebra abrupta nas últimas décadas resultava das transformações sociais e económicas  que ocorreram em Portugal - esqueçam tudo o que vos ensinaram! - a investigação jornalistica do Público, permitiu apurar que foi a crise financeira de 2008 a ditar a essa tendência…

Enfim, é o que temos…

04 março, 2013

04 de Março de 2013 - Notícias da realidade paralela socialista…


Em consequência das grandiosas manifestações na capital, o Governo "fassista" de Passos & Gaspar caiu, tendo-se formado um governo “de esquerda” suportado na “vontade do povo”.
Imediatamente, começam a surgir notícias que trazem consigo a esperança e a confiança em dias mais risonhos para os portugueses...
(em fundo, um cantor de intervenção trauteia... ♩♫ tiri♪rii, ♪ tiririri ♫ ruru ♪...)…
 
 
Eis as notícias que dominaram o alinhamento do telejornais esta semana:

- Já se criam mais empresas que as que fecham! Com a derrota da "direita", os tempos de pleno emprego não deverão tardar...
O mês de Janeiro foi o melhor dos últimos 36 no número de empresas constituídas. Cerca de 5320 empresas nasceram, revelando um crescimento de 40,6% face a Janeiro de 2012.

- Noutra frente, o Povo(!!!) volta a ter acesso ao seviço nacional de saúde!...
Preços dos medicamentos descem a 1 de Abril. Os remédiosde marca ficam, em média, 7% mais baratos.
 
- A Industria "renasce das cinzas"... (... ♩♫ tiri♪rii, ♪ tiririri ♫ ruru ♪...)


- Os mercados financeiros vergam-se perante a "vontade do povo!"...
 
O Povo português, de novo, volta a acreditar! Jornalistas e redacções, finalmente, voltam a ter boas notícias para dar aos portugueses ....

(... ♩♫ tiri♪rii, ♪ tiririri ♫ ruru ♪...)

 

03 março, 2013

01 março, 2013

Justiça "à portuguesa"


 
Muito bem, este caso em que o ex-autarca de Barcelos (eleito pelo PSD) vai ser julgado pelos negócios ruinosos contratados na sua gestão.

Neste caso trata-se da concessão, a uma empresa privada, dos serviços de distribuição de água e recolha de águas residuais (saneamento). Basicamente, a acusação fundamente-se na circunstância de o contrato conter “... cláusulas "estranhíssimas" e assentar em estimativas de consumo "completamente irrealistas". Essas estimativas apontavam para que "cada habitante de Barcelos consumisse, em 2010, 138 litros de água por dia, quando o consumo se fica em cerca de 70 litros.”

Obviamente e mesmo com as melhores projecções, estes riscos associados a evoluções futuras, são impossíveis de eliminar. Mas o que torna estes contratos lesivos para o Estado, decorre do tratamento dado ao risco daquelas estimativas. Por exemplo, neste caso, o risco está associado à evolução futura do volume de água a vender, que tem relação directa nas receitas a encaixar pela concessionária. 

Em resumo: se se vender água acima do estimado, o privado terá mais receita o que aumenta o retorno do investimento. Caso as vendas evoluam abaixo do estimado, sucede o inverso. 

Mas, que foi feito? O Sr. Autarca assinou um contrato que, basicamente, diz assim: caso não se verifiquem as estimativas constantes no contrato, o Município – isto é, os contribuintes – pagam a diferença. Ou seja, elimina completamente o risco do concessionário… e, na prática, garante margens de lucro ao privado à custa dos recursos do Estado – ou seja – os nossos impostos. 

Este caso, em que alguém com responsabilidades na gestão a “coisa pública”, vai ser julgado pelas suas decisões de gestão, é o único do tipo que conheço.

A pergunta é: porque só este Sr. é arguido quando tantos outros contratos – alguns de milhares de milhões de euros – foram feitos exactamente nos mesmos moldes, com as tais “cláusulas estranhíssimas" e assentes nas mesmas estimativas completamente irrealistas?! E não é que todos os erros resultam num benefício do privado e prejudicam o Estado... que coincidência!...

Temos de perguntar: porque só o Sr. que foi governante local - lá na província em Barcelos -, vai a julgamento, enquanto vários outros governantes nacionais que assinaram contratos de milhares de milhões de euros como as SCUT (parece que estava previsto passarem lá o triplo de carros), o Aeroporto de Beja (no comments...), o Metro Sul do Tejo (um errozito de 40% na estimativa de passageios), ou o TGV (recorde-se que chegou a ser assinado um contrato do troço Caia - Poceirão), não são constituídos também arguidos?! Será que o Sr. lá de Barcelos só vai a julgamento porque não frequenta os círculos adequados da capital?...

Note-se que alguns dos "contratos socraticos", como veio a público, foram alvo de um chumbo do Tribunal de Contas, mesmo assim, as obras avançaram e foram incluídas cláusulas nos contratos que (supostamente) tornam praticamente irreversível a sua alteração / anulação.

Aliás, estes casos, para além do montantes muito mais elevados, são ainda mais graves que o caso do autarca de Barcelos porque documentos oficiais afirmam. preto no branco, “o Tribunal de Contas foi enganado e só por isso autorizou a construção de seis parcerias público-privadas, lançadas pelo anterior Governo.”



E a Comunicação Social, tem tratado estes casos com o destaque que os mesmos merecem?
 
Num País que está continuamente a indignar-se porque os “poderosos escapam sempre", porque “os políticos não são responsabilizados”, não é estranho que este assunto, assim como o que veio a público durante o Freeport, o Face Oculta, a Cova da Beira, o TagusPark e, sabe-se lá mais o quê!, seja votado ao esquecimento?  
 
E o “Povo” português? Será que estes Srs., pelo que fizeram, não seriam mais merecedores das serenatas ao som da Grândola Vila morena”? É que estão a trabalhar activamente para os colocar no poder muito mais cedo que eles achariam possível…

Um País assim, merece salvação?